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Economistas usam estatística e erram campeão da Copa

Acostumados a projeções, grandes bancos e economistas renomados apontavam Brasil como favorito

Klinger Portella, iG São Paulo |

Projeções sobre PIB, inflação, câmbio, conta corrente e reservas internacionais não são novidades para os economistas. Embora utilizem as mais diversas metodologias e variados cenários, nem sempre as projeções confirmam a realidade. E, quando o assunto é futebol, a coisa fica ainda mais complicada. Alguns economistas que respondem por relatórios de bancos com peso relevante no cenário mundial arriscaram palpites para a Copa do Mundo de 2010. O resultado? Ainda bem que a maioria deles não depende do esporte para sobreviver...

AFP
Seleção foi eliminada por equipe com a metade das chances estatísticas de título
Para chegar às seleções favoritas ao título na África do Sul, os economistas se valeram de diferentes variáveis. O economista Nouriel Roubini, que ganhou notoriedade por prever a crise mundial de 2008, reuniu alguns palpites dos principais bancos mundiais. Força econômica e tamanho da população dos países chegaram a ser consideradas. E, do ponto de vista do esporte, valeu a classificação das seleções no ranking da Fifa.

Um dos economistas mais apaixonados por futebol é Jim O’Neill, economista-chefe do banco norte-americano Goldman Sachs, criador do termo Bric (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China). O relatório divulgado por ele antes dos Mundiais já virou tradição. Mas, se fôssemos considerar os chutes de O’Neill, diríamos que ele caiu na primeira fase do Mundial.

Para ele, o Brasil era a seleção com a maior chance de levantar a taça – o que seria o sexto título mundial dos brasileiros. Nos cálculos de O’Neill e sua equipe para o Goldman Sachs, o Brasil teria 13,76% de chances de faturar o hexacampeonato na África do Sul. Como se sabe, os brasileiros caíram ainda nas quartas-de-final, diante da Holanda, que tinha praticamente a metade das chances estatísticas dos brasileiros de levantar o caneco (7,07%).

Entre as seleções apontadas como favoritas pelo Goldman Sachs, apenas a Espanha sobreviveu. Para O’Neill, os espanhóis têm 10,46% de chances de conquistar a Copa do Mundo de 2010. Os outros semifinalistas apontados pelo Goldman não confirmaram em campo a força que mostravam nos números: Inglaterra (com 9,38% de chances de ser campeã) e Argentina (com 9,08% de chances) não foram longe no Mundial.

Mas não foi somente o time de economistas do Goldman Sachs que foi “eliminado” no campeonato das projeções. Outro banco “favorito” escorregou. O JP Morgan apontou o Brasil como a seleção mais forte, mas, por conta do cruzamento de jogos, eles acreditavam que a final seria disputada entre Inglaterra e Espanha - vale lembrar que os ingleses caíram nas oitavas-de-final diante da Alemanha.

Já o Danske Bank apostou na final entre Brasil e Alemanha, e disse que os países do chamado PIIGS – nos quais está a finalista Espanha – não teriam muito o que comemorar dentro de campo.

O UBS, por sua vez, reforçou o favoritismo da seleção brasileira, dizendo que os feitos do passado poderiam confirmar os ganhos do presente. Para o banco, a seleção dona da casa chegaria até as semifinais. Mas, em campo, o que se viu foi a África do Sul eliminada ainda na primeira fase do Mundial.

Será que em 2014, no Brasil, a seleção de economistas vai acertar o chute?

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