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Economistas prevêem inflação acima do teto da meta do Governo

Rio de Janeiro, 21 jul (EFE).- Os economistas dos bancos privados situaram sua previsão para a inflação deste ano pela primeira vez acima de 6,5%, teto da meta do Governo, informou hoje o Banco Central.

EFE |

Segundo a pesquisa semanal Focus realizada com cem economistas de bancos e instituições financeiras particulares, a nova previsão para a inflação em 2008 é de 6,53%, em comparação ao 6,48% registrado há uma semana.

A meta do Governo é terminar o ano com inflação de 4,5%, mas com margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, com teto máximo de 6,5%.

Apesar de esperarem um maior aumento dos preços este ano, os economistas mantiveram a previsão para a inflação de 2009 em 5%.

Caso a previsão dos economistas se confirme, o Brasil terá este ano sua maior inflação desde 2004, quando o índice ficou em 7,6%.

Em 2005, a inflação caiu para 5,69%, em 2006 recuou para 3,18% e encerrou o ano passado em 4,46%.

A última previsão do Banco Central, no entanto, era de que a inflação terminaria o ano em 6%.

Segundo números oficiais, a inflação acumulada no primeiro semestre já chegou a 3,64%, a maior para o período desde 2003 (3,64%) e muito acima do 2,08% registrado entre janeiro e junho de 2007.

Por causa da projeção de inflação superior à meta do Governo, os economistas esperam agora que o Banco Central continue elevando a taxa básica de juros para combater o aumento dos preços e que o indicador se mantenha elevado por mais tempo do que o esperado.

Segundo a pesquisa divulgada hoje, os economistas prevêem que o Banco Central eleve a taxa de juros esta semana dos atuais 12,25% ao ano para 12,75% ao ano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne amanhã e na quarta-feira para decidir se mantém ou altera a taxa de juros.

Segundo os economistas, o Banco Central continuará elevando os juros e o Brasil fechará o ano com taxa de 14,25% ao ano.

Este nível, segundo a pesquisa, será reduzido para 13,75% em dezembro de 2009.

Nas últimas semanas, o Governo anunciou várias medidas em uma tentativa de reduzir o preço dos alimentos, os principais responsáveis pelo aumento da inflação.

Entre estas medidas, destacam-se a redução dos impostos sobre o trigo e subsídios para os produtores. EFE cm/wr/fal

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