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Economista-chefe do Banco Mundial propõe um novo plano Marshall

O economista-chefe do Banco Mundial, Justin Yifu Lin, propôs nesta segunda-feira a colocação em prática de um plano Marshall mundial para enfrentar a crise, permitindo aos países que não têm os meios relançar sua economia.

AFP |

"Precisamos mais imaginação, pelo que gostaria de propor um plano mundial no espírito do Marshall", afirmou Lin, em referência à iniciativa americana que permitiu retomar as economias europeias arruinadas pela Segunda Guerra Mundial.

"Proponho que países com receitas elevadas, liderados por Estados Unidos e as nações mais ricas em reservas como China, além das exportadoras de petróleo, reúnam 2 trilhões de dólares nos próximos cinco anos, ou cerca de 1% do Produto Interno Bruto dos países industrializados, para ajudar os mais pobres a participar de um plano de estímulo orçamentário em nível mundial" precisou, durante entrevista à imprensa em Washington.

"Prevemos uma recuperação econômica que se fará sentir em 2010" mas "há muitas, muitas incertezas. O risco de não atender a essas estimativas é realmente elevado", explicou Lin.

O Banco Mundial publicou em dezembro suas previsões de crescimento global de apenas 0,9% em 2009, enquanto que o volume de intercâmbio retrocederia 2,1%.

O Plano Marshall original representou um êxito, contribuindo para que os anos do pós-guerra fossem o período de maior crescimento econômico da história da Europa.

hh/fga/sd

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