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Economista do BM defende integração da América Latina contra crise

Brasília, 4 dez (EFE) - Os países em desenvolvimento devem responder à crise financeira com uma maior integração, pois as nações integradas se recuperam mais rápido que as isoladas, afirmou hoje um porta-voz do Banco Mundial (BM) durante um fórum realizado em Brasília.

EFE |

Truman Packard, economista do organismo, disse que, durante as crises da década de 1990, os países do sudeste asiático deram margem ao crescimento graças à sua integração na economia global, que permitiu que amortizassem os impactos das turbulências financeiras.

Como contrapartida, citou os casos dos Estados Unidos e da Europa após a "Grande Depressão" da década de 1930, e afirmou que os dois sofreram os efeitos durante anos devido à falta de uma maior integração.

Packard participou de um seminário sobre políticas regionais no marco do Mercosul - bloco formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai - e recomendou a estas nações que impeçam as tentações do protecionismo em tempo de crise e mantenham a aposta na integração.

"A tendência através da história é que as nações mais integradas se recuperam mais rápido" das crises, afirmou.

O funcionário do BM admitiu, no entanto, que na América do Sul se acumula um longo "histórico de fracassos" em matéria de integração, que atribuiu em parte à falta de infra-estruturas que facilitem o comércio regional.

Segundo Packard, é preciso potenciar o que qualificou de "fator geográfico" da integração e manter o olhar no longo prazo, apesar das dificuldades impostas pelo momento atual.

O economista do BM afirmou que a mobilidade de pessoas e mercadorias deve ser a "pedra angular" de todo o processo de integração econômica e a base de uma "globalização sustentada e com inclusão".

Nesse sentido, também se mostrou favorável às migrações, tanto locais como internacionais, pois "ajudam o desenvolvimento" das nações e dos próprios indivíduos, indicou.

No entanto, ressaltou que as migrações não podem ser causadas por falta de emprego ou de serviços básicos, como ocorre na maioria dos países latino-americanos, mas pelo desejo de indivíduos qualificados que buscam "progresso econômico".

"As migrações podem ser benéficas aos indivíduos, mas o importante é que sejam benéficas às sociedades", indicou o funcionário do Banco Mundial. EFE ed/db

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