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Economista diz que EUA precisam ajudar automobilísticas para evitar quebra

Washington, 4 dez (EFE) - O Governo dos Estados Unidos deve dar uma ajuda financeira imediatamente às automobilísticas General Motors (GM), Ford e Chrysler se não quiser que entrem em falência, advertiu hoje em uma audiência no Congresso o economista-chefe da Moodys Economy.com, Mark Zandi.

EFE |

O economista abriu hoje os discursos na audiência do Comitê de Bancos do Senado, na qual também está previsto que se pronunciem os máximos executivos dos "Três Grandes de Detroit", como são chamadas estas fabricantes.

Os executivos aproveitarão seu depoimento para pedir aos legisladores que forneçam os US$ 34 bilhões em empréstimos dos quais precisam para sobreviver, e que estão contidos nos planos de viabilidade apresentados esta mesma semana no Congresso.

Zandi disse que, "sem essa ajuda, as fabricantes de automóveis terminarão em breve na falência, o que provocará liquidações e centenas de milhares de demissões, em um momento em que a economia sofre sua pior recessão desde a Grande Depressão" de 1929.

Segundo o analista, os US$ 34 bilhões em empréstimos pedidos pelas três companhias "não serão suficientes para que possam evitar a falência nos próximos dois anos".

O economista da Moody's calculou que, de qualquer forma, as três fabricantes precisarão de "entre US$ 75 bilhões e US$ 125 bilhões para evitar este destino fatal".

Zandi, no entanto, acredita que os planos de reestruturação feitos pelas três empresas poderiam fornecer à indústria automotiva americana a viabilidade da qual necessita a longo prazo.

Ele recomendou que o Congresso aprove os US$ 34 bilhões em duas parcelas, em troca de que as companhias se comprometam a restringir as compensações aos executivos, entre outras concessões.

Na mesma audiência, o interventor interino do Escritório de Supervisão do Governo (GAO), Gene Dodaro, recomendou ao Congresso que, se finalmente decidir resgatar o setor, que faça isso, mas somente após fixar várias condições.

Entre elas, pediu a criação de uma junta que "aprove, desembolse e supervisione" o uso destes fundos iniciais, forneça verbas adicionais de recursos se for necessário e vigie o cumprimento de qualquer reforma estrutural das companhias.

Na audiência que está sendo realizada hoje, os legisladores se mostraram menos hostis à possibilidade de ajudar o setor, embora se mantenha um certo ceticismo em torno de se esse segmento deve ser auxiliado, por ter cometido erros e excessos.

O Congresso exigiu que as companhias apresentassem um plano de viabilidade em troca de estudar uma possível estratégia de resgate que, se for concretizada, poderia ser votada no Senado na próxima semana. EFE mp/db

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