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Economista da UFRJ teme redução significativa das reservas

RIO - A crise internacional pode levar a uma redução significativa dos níveis das reservas brasileiras no curto prazo, de acordo com o economista Reinaldo Gonçalves, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo ele, enquanto as reservas internacionais do país giravam em torno de US$ 200 bilhões antes da crise, os recursos existentes no Brasil passíveis de saída para o exterior no curto prazo somavam, no fim do ano passado, US$ 460 bilhões.

Valor Online |

Gonçalves coloca na conta os empréstimos entre empresas, os investimentos em ações e os títulos de renda fixa e defende mecanismos de controle de capitais para evitar um " movimento de manada " caso a crise se intensifique. Segundo ele, a pressão sobre o câmbio aumenta o risco de inflação, o que deve levar o Banco Central a elevar os juros básicos da economia com mais força. Mas, na visão do economista, o movimento de alta dos juros pode ser mais ameno no curtíssimo prazo.

" Agora acho que não haverá uma pancada nos juros, porque há um certo constrangimento (em função da crise). Mas no futuro pode ter, até porque a balança de pagamentos está ruim e os juros altos ajudam a segurar o dólar, além do que os juros contribuem para segurar a demanda e a inflação " , frisou Gonçalves.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne nos dias 28 e 29 de outubro para decidir sobre o novo patamar da taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 13,75% ao ano.

O economista, que apresentou hoje o estudo " A crise internacional e a América Latina " , afirmou que o Brasil está entre os países mais vulneráveis do continente em relação à turbulência financeira e mostrou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro desacelere para 4,8% este ano e para 3,7% no ano que vem.

Gonçalves considera que o Brasil tem uma " blindagem de papel crepom " contra a crise e frisa que, embora tenha diminuído a importância dos Estados Unidos na pauta de exportação brasileira, aumentou relativamente a fatia de China e México, que por sua vez são altamente dependentes dos norte-americanos. Enquanto o impacto direto das exportações somadas para Estados Unidos, México e China era de 0,67% sobre o PIB brasileiro em 2001, esse impacto pulou para 0,73% em 2006, segundo dados da ONU.

" No caso específico do Brasil a análise aponta no sentido de que o país está no grupo de países latino-americanos mais afetados pela crise econômica internacional que se iniciou em meados de 2007 e que eclodiu em meados de 2008. A vulnerabilidade externa estrutural da economia brasileira e os erros de estratégia e política econômica do Governo Lula são os fatores determinantes da ? blindagem de papel crepom ? do Brasil " , diz o estudo.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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