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Economia real é alvo de pacote na Europa

Depois dos bancos, é a vez de salvar a economia real. A União Européia (UE) e a Alemanha vão anunciar um pacote de medidas no próximo mês para tentar relançar a economia, evitar demissões em massa e uma recessão prolongada em 2009.

Agência Estado |

Ontem, o bloco já anunciou que quer aumentar seu fundo para salvar economias em dificuldades, especialmente no Leste Europeu.

Desde que a UE foi ampliada para 27 países, essa é a primeira vez que as grandes economias da região se vêem em situação de ter de salvar seus membros. A Hungria foi a primeira do bloco a ser socorrida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), com US$ 25 bilhões.

O problema é que a crise não se limita ao Leste Europeu. A Espanha registra taxas recorde de desemprego, a França vê o número de demissões chegar a 40 mil em setembro e o Reino Unido e a Alemanha estão à beira da recessão. Uma das projeções da própria UE aponta que a Espanha pode terminar 2009 com 19% de desemprego.

Em Berlim, a chanceler Angela Merkel anunciou que o governo alemão vai criar um pacote de incentivos para tirar a maior economia da Europa da recessão. "Vamos apresentar um programa com metas, amplo e sustentável", afirmou. A economia do país deve crescer apenas 0,25% em 2009. Ela rejeitou um pacote que apenas lide com estímulos de curto prazo. Há duas semanas, ela aprovou um plano de US$ 650 bilhões para salvar os bancos.

Não seria correto optar por um pacote de socorro fiscal sustentado em cortes de impostos ou aumento da dívida, afirmou Merkel. "Nós sabemos que precisamos construir uma ponte para as empresas em nosso país, mas eu acredito que regras financeiras de maior amplitude ou planos econômicos de crescimento financiados por cortes de impostos e dívida seria uma forma errada de construir tal ponte."

Na UE, o objetivo é evitar o aumento das demissões. "Vamos anunciar, no dia 26 de novembro, um plano completo de recuperação", disse o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso. "O plano incluirá também medidas de curto prazo", afirmou, lembrando que a crise é a pior em 80 anos.

A Europa estuda a criação de novos fundos para financiar o treinamento de pessoas e mesmo créditos para facilitar a abertura de empresas por desempregados. Outra medida será usar de forma mais intensa o Banco de Investimentos da Europa para financiar projetos de infra-estrutura e mesmo garantir crédito para pequenas empresas.

A UE já deu seu parecer favorável ao aumento do fundo existente na região para ajudar economias em desenvolvimento. O fundo, hoje de 12 bilhões, poderá ser aumentado para 25 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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