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Economia polonesa teme represálias de Moscou, após apoiar Geórgia

Varsóvia, 27 ago (EFE).- A Polônia, cuja economia depende do gás e do petróleo russos, teme que as represálias de Moscou vão além da diplomacia, depois que Varsóvia desafiou o Kremlin ao aceitar ser sede do escudo antimísseis americano, e apoiou a Geórgia em seu conflito com a Rússia.

EFE |

Cerca de 95% do petróleo consumido pela Polônia provém da Federação Russa, assim como metade do gás, o que permite entender a inquietação do setor energético e do empresariado polonês em geral diante da profunda insatisfação do Executivo russo com as últimas decisões de Varsóvia.

A imprensa polonesa especula hoje sobre possíveis represálias russas e, apesar de um corte do fornecimento de energia parecer quase impossível, os preços podem aumentar e a renegociação dos acordos relativos ao combustível vindo da Rússia pode ser dificultada.

Enquanto isso, o Governo polonês busca novas alternativas a sua dependência energética da Rússia, que vem desde o período da antiga União Soviética e fez com que a chegada do petróleo e gás russos seja utilizada em alguns casos como instrumento político pelo Kremlin.

Também há preocupação nos exportadores, já que a Federação Russa é um dos principais clientes para as mercadorias polonesas, apesar de o tradicional embargo à carne da Polônia ter sido retirado recentemente.

Nas próximas semanas, o Governo russo anunciará as medidas adotadas diante da "rebelião" da Polônia, Ucrânia e repúblicas bálticas, que formaram uma coalizão para apoiar a Geórgia e criticaram duramente o reconhecimento russo da independência da Ossétia do Sul e da Abkházia.

Na Rússia já foi alertado que as conseqüências para estes países, todos dependentes do combustível russo, "irã além de uma mera reação diplomática". EFE nt/ev/gs

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