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Economia mundial deve crescer menos de 1% em 2009, diz BM

Teresa Bouza. Washington, 9 dez (EFE).- A recessão que Estados Unidos, Europa e Japão enfrentam pode ser a pior desde a Segunda Guerra, segundo o Banco Mundial (BM), que projeta um crescimento global de apenas 0,9% em 2009.

EFE |

Essa foi uma das advertências feitas hoje por Justin Lin, economista-chefe do órgão multilateral de crédito, durante a apresentação do relatório "Perspectivas Econômicas Globais para 2009", que prevê que a economia mundial crescerá 2,5% em 2008.

Para o BM, é "muito improvável" que a recessão chegue aos países emergentes. Contudo, como o panorama econômico se agravou tanto no mundo desenvolvido como nas nações em desenvolvimento, ainda existe a possibilidade de uma recessão global.

"Não se pode descartar a possibilidade de uma recessão global muito profunda", frisa o relatório.

Nesse sentido, Lin destacou que a apresentação do documento acontece em um momento "muito crítico" para a economia internacional, já que 2009 pode se tornar o primeiro ano desde 1982 a registrar uma queda no volume dos fluxos comerciais globais, que devem diminuir 2,1%.

O Banco Mundial também lembrou que o mundo em desenvolvimento foi duplamente golpeado: primeiro, pelo aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis, e, depois, pela atual crise financeira, surgida nos EUA.

Por essa razão, Lin disse que é preciso adotar medidas "urgentes" para reduzir o impacto da crise na economia real e nos setores mais pobres dos países emergentes, cujo PIB deve crescer 4,5% em 2009, abaixo da taxa de 7,9% aferida em 2007.

Entre as medidas urgentes propostas, está a construção de estradas, ferrovias, escolas e centros de saúde.

A análise do BM também prevê uma queda nos investimentos, que em 2009 deverão crescer 1,3% nos países desenvolvidos e 3,5% nas nações em desenvolvimento, contra a expansão de 13% registrada no ano passado.

O Banco Mundial destacou ainda que, devido à esperada contração no comércio global, é preciso evitar as tentações protecionistas, que aprofundariam a crise.

Quanto à situação e às perspectivas do mercado de matérias-primas, o estudo do BM diz que, no ano que vem, os preços dos alimentos cairão 23% em nível mundial.

Além disso, segundo o órgão, o barril do petróleo ficará em torno de US$ 75 em 2009, acima da cotação atual, de aproximadamente US$ 43.

O BM lembrou em seu relatório que o colapso da economia mundial reverteu o aumento nos preços das matérias-primas registrado durante a primeira metade deste ano, com fortes quedas em todos os preços desde meados de julho.

O organismo destacou que, embora os preços reais dos alimentos e dos combustíveis tenham registrado uma considerável queda, ainda continuam altos frente aos níveis dos anos 90, e as repercussões sociais e a crise humanitária originadas por essa escalada continuam vivas.

Segundo o BM, o aumento nos preços dos alimentos e dos combustíveis ao longo deste ano custou aos consumidores dos países desenvolvidos cerca de US$ 680 bilhões em despesas extras. Além disso, fez de 130 milhões a 155 milhões de pessoas caírem a para a linha da pobreza.

Por outro lado, o estudo minimizou as preocupações com a possibilidade de os recentes aumentos nos preços dos alimentos e das matérias-primas refletirem uma futura escassez. A análise também previu que haverá oferta suficiente para atender à demanda pelos próximos 20 anos.

Mesmo assim, o órgão considerou necessário reforçar os investimentos destinados ao aumento da oferta e da eficiência nos processos produtivos, para que a demanda se mantenha equilibrada.

EFE tb/sc

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