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Economia mundial crescerá 0,5% e o Brasil 1,8% em 2009

A economia mundial despencou nos últimos meses e só crescerá 0,5% em 2009, o pior índice desde o pós-guerra, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

AFP |

Dentro da América Latina, o Brasil crescerá 1,8% em 2009, ao passo que para a região o FMI prevê um crescimento de 1,1%.

Em suas estimativas de novembro passado, o FMI havia previsto um crescimento mundial de 2,2% em 2009.

A evolução do PIB foi revista em baixa para todas as grandes economias.

"O ritmo de crescimento mundial cairá a 0,5% em 2009, o índice mais baixo registrado desde a Segunda Guerra Mundial", explica o informe.

"Apesar de terem sido adotadas medidas de amplo alcance, ainda existem tensões financeiras que constituem um lastro para a economia real", acrescenta o texto.

Esse crescimento mundial será, inclusive, negativo se for medido em função dos tipos de juros do mercado, que pode sofrer fortes desequilíbrios.

O crescimento para as economias emergentes cairá 3 pontos, passando de 6,75% a 3,75%.

"Nas economias emergentes, as condições do financiamento provavelmente se manterão difíceis por algum tempo, principalmente no caso dos setors empresariais que têm necessidade de renovação de crédito muito elevadas", afirma o relatório.

Para 2010 o FMI só prevê uma recuperação gradual, que se situaria nos 3%, e isso com "a ajuda de contínuos esforços para alivar as tensões creditícias e da adoção de políticas fiscais e monetárias expansivas".

"A cooperação internacional será crucial para elaborar e implementar estas políticas", explica o FMI.

A América Latina, por sua vez, escapará um pouco da recessão mundial e crescerá 1,1% em 2009.

A região crescerá 3% em 2010, acrescenta o estudo. O Fundo havia previsto em novembro um crescimento de 2,5%.

"Ao contrário das crises passadas, hoje em dia muitos países da América Latina têm uma base muito mais sólida (...), contam com reservas e políticas sociais" que permitem enfrentar melhor o impacto, afirmou Charles Collyns, vice-diretor de pesquisas do Fundo.

"No entanto, as autoridades devem ser prudentes e se ajustar à realidade", adverte o especialista.

Já a economia da zona euro sofrerá um crescimento negativo, de 2%, ao invés do -1,5% previsto em novembro passado.

Os 16 países da zona euro só experimentarão um leve crescimento de 0,2% em 2010.

Da mesma forma, os Estados Unidos terão um crescimento negativo de -1,6% numa drástica revisão em baixa (queda de 0,7%).

Os Estados Unidos só retomarão o crescimento em 2010, com 1,6%.

No caso do Japão, o crescimento será de 2,6%.

Por fim, o relatório aponta que, em termos mundiais, o comércio e a produção industrial despencaram no último trimestre de 2008 de forma dramática.

Empresas e lares, tanto nas economias desenvolvidas como nas emergentes, estão adiando decisões importantes à espera de tempos melhores, na expectativa de que os créditos sejam desbloqueados.

O preço das matérias-primas não vai aumentar em curto prazo.

O Fundo prevê, por fim, um preço médio do petróleo de 50 dólares o barril em 2009.

afp/cn

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