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Economia enfrenta várias dificuldades, diz Bernanke

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, disse ontem, durante seu depoimento semestral ao Congresso, que a economia dos Estados Unidos enfrenta várias dificuldades. Bernanke se referiu à grande pressão sobre os mercados financeiros, à alta das taxas de desemprego e aos problemas do setor hipotecário.

Agência Estado |

O presidente do banco central americano destacou que essa combinação de fatores freou o ritmo de crescimento da principal economia do mundo durante a primeira metade deste ano e impulsionou para cima os índices de inflação. Ele disse que os atuais desafios trazem riscos adicionais tanto ao crescimento quanto à inflação.

Segundo Bernanke, o Fed espera que a economia melhore "gradualmente" nos próximos dois anos, graças a uma "lenta recuperação" em moradias e a uma gradual melhora nas condições de crédito. Os comentários sugerem que aumentos das taxas de juro são improváveis antes do fim do ano.

Bernanke disse ainda que as possibilidades de alta da inflação "se intensificaram ultimamente", por causa da disparada dos preços da energia e de outras matérias-primas. Ele insistiu que "ajudar os mercados financeiros a voltar a funcionar com normalidade" continuará a ser prioridade do Fed.

Apesar dessa declaração de intenções, o discurso do presidente do Fed não reduziu os temores de Wall Street, cujos principais índices apresentavam perdas superiores a 1% após o discurso.

As declarações de Bernanke ocorreram apenas dois dias depois de o Fed e o Departamento do Tesouro anunciarem um plano de resgate para os dois gigantes hipotecários Fannie Mae e Freddie Mac. As ações das duas empresas voltaram a recuar ontem na Bolsa de Nova York, junto com a maioria dos papéis de empresas financeiras.

De acordo com o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, o governo não tem como estabilizar os preços das ações das duas agências, mas pode alimentar a confiança nas posições de crédito e de liquidez das empresas. Paulson também depôs ontem no Senado.

Ao responder a uma pergunta do senador Jim Bunning, do Partido Republicano, que citou a queda de mais 20% nas ações das agências ontem, o secretário disse que levará algum tempo para que os acionistas determinem com precisão o valor das ações. Segundo ele, para ajudar nesse processo, o Congresso deveria aprovar a proposta do Tesouro de criação de uma instituição-ponte que dê liquidez às agências em momentos de aperto do crédito.

A proposta, apresentada domingo, envolve a expansão das linhas de crédito oficiais para as agências, acesso a créditos do redesconto do Fed e autorização do Legislativo para que o Tesouro compre ações das agências.

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