O número de novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos aumentou mais do que esperavam os especialistas de Wall Street , enquanto as empresas norte-americanas continuam demitindo. O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos informou ontem que os pedidos de seguro-desemprego subiram para 589.

000 na semana concluída em 17 de janeiro, ante 527.000 da semana anterior. Os especialistas esperavam no máximo a ampliação dos pedidos para 540.000.

É a mais alta cifra em 26 anos, segundo os dados disponíveis.

Segundo o Departamento do Trabalho, o número se deve ao acúmulo de pedidos nas últimas semanas em vários Estados sofreram falhas de computadores devido ao grande número de solicitantes.

As construções de residências iniciadas nos EUA caíram 15,5% em dezembro - sexta queda consecutiva -, para 550 mil, em dados sazonalmente ajustados, informou o Departamento de Comércio. O número de novembro foi revisado para queda de 15,1%, para 651 mil, de um recuo de 18,9% divulgado anteriormente. Economistas esperavam declínio de 4% em dezembro.

No ano de 2008, as construções iniciadas ficaram em 904.300, em comparação a 1,355 milhão em 2007, atingindo recorde de baixa.

As licenças para construção caíram 10,7% em dezembro em comparação a igual período de 2007, para 549 mil. Economistas esperavam queda de 0,8%. Em novembro, as licenças haviam caído 15,8%.

As novas encomendas à indústria da zona do euro em novembro tiveram a maior queda anual já registrada, em mais uma evidência de que a economia do bloco entrou em recessão. Os novos pedidos caíram 4,5% ante outubro e 26,2% ante novembro de 2007, o maior recuo desde que o registro desse dado foi iniciado, em 1995, informou a agência de estatísticas Eurostat.

Economistas entrevistados pela Dow Jones na semana passada esperavam uma queda mensal em novembro de 4,7% e recuo anual de 20,2%. O dado de outubro foi revisado para uma queda de 5,7%.

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