Washington - A economia dos Estados Unidos cresceu a um ritmo anual de 3,3% entre abril e junho, 1,4 ponto acima do cálculo do governo, informou nesta quinta-feira o Departamento de Comércio americano.

Nos três primeiros meses de 2008, o Produto Interno bruto (PIB) americano cresceu 0,9%. Esse é o crescimento mais forte registrado desde o terceiro trimestre de 2007.

O quarto trimestre do ano passado foi o mais fraco desde o período entre julho e setembro de 2001, quando a economia estava em recessão.

De acordo com os novos cálculos, o ritmo de crescimento no segundo trimestre deste ano foi o mais rápido desde o terceiro trimestre do ano passado.

O comportamento melhor do que o estimado originalmente para a economia americana no segundo trimestre teve relação com exportações maiores e uma liquidação menor dos estoques pelo setor de negócios.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), excluídos alimentos e energia, que o governo elabora em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), subiu entre abril e junho 2,1%, o mesmo cálculo que no relatório inicial.

Os gastos do consumidor, que alimentam dois terços da economia dos EUA, cresceram a uma taxa revisada de 1,7 por cento, em vez de 1,5 por cento.

As exportações aumentaram 13,2% em taxa anualizada, e não os 9,2%calculados inicialmente.

Muitos analistas acreditam que as exportações e os gastos do consumidor, que têm ajudado a economia a escapar de uma recessão, vão perder força no segundo semestre com a redução dos recursos oferecidos pelo governo no pacote de estímulo econômico e com a desaceleração global e a alta do dólar, que devem diminuir a demanda estrangeira.

Como evidência de que a crise imobiliária continua a pesar sobre a economia, a construção residencial caiu 15,7% em termos anuais, pouco mais que os 15,6% de baixa registrados anteriormente.

Os estoques diminuíram em US$ 49,4 bilhões em termos anuais no trimestre, e não US$ 62,2 bilhões como informado inicialmente, num possível sinal de que as empresas estão menos pessimistas do que se imaginava.

Muitos economistas aguardavam que a revisão feita pelo governo apontasse expansão de 2,7% para o PIB dos Estados Unidos nos três meses até junho.

PCE

O índice de preços dos gastos com consumo nos EUA (PCE, na sigla em inglês) subiu 4,2% no segundo trimestre deste ano, na mesma variação da estimativa preliminar, informou o Departamento de Comércio. No primeiro trimestre de 2008, o índice havia subido 3,6%.

O núcleo do PCE, que exclui as variações de preços de alimentos e energia, também foi mantido em alta de 2,1% no período entre abril e junho deste ano, acima do avanço de 2,3% entre janeiro e março de 2008.

O índice de preços de compras domésticas brutas, que mede os preços pagos pelos residentes nos EUA, subiu 4,2% no segundo trimestre, também sem revisão, ante alta de 3,5% do trimestre anterior.

Empresas

O lucro das empresas nos EUA aumentou 1% no segundo trimestre em relação ao primeiro, para US$ 1,361 trilhão, segundo o Departamento de Comércio americano. Porém, na comparação anual, o lucro das empresas declinou 5,9% no segundo trimestre.

(Com informações da Efe, AFP, Reuters, Valor Online e Agência Estado)

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