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Economia dos EUA contraiu 0,5% no 3º trimestre, o pior número desde 2001

Por Jorge A. Bañales.

EFE |

Washington, 23 dez (EFE).- A atividade econômica dos Estados Unidos contraiu entre julho e setembro a um ritmo anual de 0,5%, o pior número desde o início de 2001, informou hoje o Departamento de Comércio americano.

No terceiro trimestre, a despesa dos consumidores, que nos EUA equivale a cerca de 75% do Produto Interno Bruto (PIB), diminuiu 3,8%, o que retirou 2,8 pontos percentuais do PIB, segundo o dado oficial.

Estes números, que revelam uma piora da situação econômica do país, são divulgados no momento em que a equipe do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, trabalha em um ambicioso plano de estímulo que seria, com cerca de US$ 850 bilhões, o mais importante lançado desde a Segunda Guerra Mundial.

Os mercados reagiram favoravelmente ao relatório do PIB, que, basicamente, confirmou os cálculos preliminares e dissipou as preocupações de que a recessão poderia ter sido ainda mais profunda no terceiro trimestre.

O dado sobre a primeira contração do PIB desde a recessão de 2001, que durou apenas oito meses, coincidiu com os relatórios desanimadores sobre o setor imobiliário.

Em novembro, as vendas de casas novas caíram 2,9%, o nível mais baixo em 17 anos, e as de casas usadas diminuíram 8,6%.

Em um ano, as vendas de casas novas diminuíram 35,3% e as de casas usadas caíram 10,6%, segundo o Departamento de Comércio e a Associação Nacional de Agentes de Bens Imobiliários.

O preço médio da casa nova à venda caiu 11,5% em um ano e, em novembro, foi de US$ 220.400.

O preço médio do imóvel usado caiu 13,2% - a maior queda desde 1968 - e foi de US$ 181.300 no mês passado.

Com uma economia que perdeu postos de trabalho por 11 meses consecutivos - um total de 1,9 milhão de empregos desde janeiro - e a persistente restrição do crédito, a maioria dos analistas calcula que o PIB no quarto trimestre terá uma contração de 4% a 6%, o que poderia ser a maior desde o início dos anos 80.

Os dados do terceiro trimestre são sombrios: as compras domésticas - o valor total de bens e serviços comprados pelos habitantes dos EUA - caíram 1,5% entre julho e setembro, após uma queda de 0,1% no trimestre anterior.

As vendas finais de produtos, incluindo as exportações, diminuíram 1,3%.

O núcleo da inflação ao consumidor, que exclui preços de alimentos e energias, foi de 2,4% no cálculo definitivo, dois décimos a menos que na estimativa preliminar. Em um ano, os preços em nível de consumo subiram 2,3%.

Os dados do terceiro trimestre e os mais recentes sobre a inflação dão margem de manobra ao Federal Reserve (Fed, banco central americano), que na semana passada continuou flexibilizando sua política monetária e fixou em uma categoria de 0% a 0,5% sua meta de juros - a mais baixa de sua história - para empréstimos interbancários de curto prazo.

As empresas também tiveram um trimestre magro entre julho e setembro. Os lucros antes de impostos caíram 1,2%. O cálculo preliminar tinha sido de uma redução de 1%.

Um dado positivo foi que as exportações aumentaram 3% nesse trimestre e as importações, que já tinham caído 7,3% nos três meses anteriores, diminuíram mais 3,5% entre julho e setembro.

Estas mudanças contribuíram em 1,1 ponto percentual para o crescimento do PIB. EFE jab/an

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