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Economia do Reino Unido se contraiu 1% entre setembro e novembro

Londres, 10 dez (EFE) - A economia britânica se contraiu 1% entre setembro e novembro deste ano, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social (Niesr).

EFE |

Segundo os dados deste think tank (grupo que produz conhecimento) econômico, esta queda supera à de 0,8% registrada entre agosto e outubro, e à de 0,5% entre julho e setembro, e se manterá em torno de 1% até o fim do ano.

Os dados do Niesr são mais um indício de que a economia britânica se encaminha para a recessão, mas isso não acontecerá até janeiro, com os dados oficiais do último trimestre de 2008, quando será possível confirmar oficialmente a hipótese.

No terceiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido caiu 0,5%, segundo o Escritório Nacional de Estatística, o que representou a primeira queda em 16 anos.

Martin Weale, diretor do Niesr, afirmou à "BBC" que tudo indica que a recessão será mais profunda do que o esperado, contra o que alega o Governo, e que "não seria uma surpresa que o PIB continue caindo até 2010".

Para o analista, as medidas aprovadas pelo Governo trabalhista de Gordon Brown para reativar a economia podem não ajudar muito "se não forem tomadas medidas de maneira emergencial para garantir o acesso ao crédito bancário".

"É improvável também que novos cortes das taxas de juros tenham um impacto significativo" na economia, acrescentou o responsável do Niesr.

O ministro da Economia, Alistair Darling, fez referência ao relatório deste instituto, lembrando que está "dizendo há algumas semanas que, da mesma forma que as outras grandes economias do mundo, nos aproximamos da recessão".

"Claro, esperamos que o quarto trimestre do ano mostre que a economia está se desacelerando e se desacelerou", disse hoje Darling na Comissão do Tesouro da Câmara dos Comuns.

O ministro não quis prever a repercussão que esta desaceleração terá no setor do emprego, mas advertiu de que 2009 será um ano difícil e de que haverá mais demissões.

Sua previsão geral é de que a economia britânica voltará a crescer na segunda metade de 2009, em boa parte impulsionada pelas exportações nos setores de engenharia, farmacêutica, biotecnologia e aviação, que têm melhores perspectivas devido à forte valorização da libra esterlina. EFE fpb/db

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