A situação da economia britânica é pior do que o inicialmente previsto e o país não dispõe de dinheiro extra para os gastos públicos, admitiu o ministro das Finanças, Alistair Darling, em entrevista que será publicada neste sábado pelo jornal The Times.

Darling também reconheceu que os contribuintes britânicos estão no limite do que podem pagar, um dia após números oficiais revelarem um déficit recorde nas contas públicas da Grã-Bretanha.

"No Natal, a maioria das pessoas tinha esperança de que a situação melhoraria a partir do outono (boreal) seguinte, mas agora todos reconhecem que a crise é muito mais profunda. Está afetando a economia de todos. Não posso dizer o quanto isto vai durar", admitiu o ministro.

"Estamos passando por um momento muito, mas muito difícil", advertiu Darling, para quem a situação atual se aproxima das previsões mais pessimistas do orçamento apresentado em março.

Sobre o gasto público, Darling disse que já deixou claro aos companheiros de gabinete que não há mais recursos: "Devem administrar o dinheiro que têm".

Na sexta-feira, o Bureau Nacional de Estatísticas informou que a dívida do setor público no final de junho era de 38,3% do PIB, mas que atingirá 44,2% quando for incluído o impacto da estatização do banco Northern Rock (afetado pela crise das hipotecas).

O déficit público britânico foi de 15,5 bilhões de libras (30,9 bilhões de dólares) em junho, superando as previsões de 12,3 bilhões de libras dos especialistas.

psr/LR

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