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Economia britânica se contrairá 3,3% em 2009, diz patronal da indústria

(informação embargada até as 22h01 deste domingo em Brasília) Londres, 15 fev (EFE).- A economia britânica registrará contração de 3,3% em 2009, e o déficit público alcançará 10% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo as previsões da Confederação da Indústria Britânica (CBI, em inglês).

EFE |

A patronal publicou hoje sua previsão para os próximos dois anos, que oferece uma visão sombria sobre o futuro imediato da economia britânica e de sua capacidade para sair da recessão a médio prazo.

A CBI, que, em novembro, tinha previsto uma contração econômica de 1,7%, considera que o Estado terá que assumir um endividamento de 100 bilhões de libras (US$ 144,2 bilhões), superior ao previsto para poder controlar uma recessão mais grave que o esperado.

A patronal questiona os números oferecidos pelo ministro da Economia, Alistair Darling, no orçamento do período 2009-2010 (entre os meses de julho de ambos os anos), no qual afirmou que a dívida alcançaria 105 bilhões de libras.

Para a Confederação, o valor verdadeiro seria de 168 bilhões de libras, o que equivale a 11,8% do PIB.

"É preciso voltar muito tempo atrás para encontrar um déficit tão alto quanto 10% do PIB", afirmou Ian McCafferty, assessor-chefe de economia da CBI, que lembrou que, "nos últimos anos, vimos déficits em torno de 3%, um número que é sustentável".

McCafferty reconhece que as circunstâncias mudaram muito rapidamente em questão de meses, e que nem o Governo britânico nem o de outros países desenvolvidos conseguiram ou souberam antecipar a força da recessão no último trimestre de 2008.

"Dada a rápida contração da atividade econômica geral e o fato de se manterem as restrições ao crédito, acreditamos que o Reino Unido estará mergulhado em uma profunda recessão durante todo 2009, que durará seis trimestres e que será acompanhada de um aumento significativo do desemprego", acrescentou McCafferty.

A CBI prevê que o número de desempregados passará de três milhões em 2010, frente à atual taxa de 1,97 milhão (ligeiramente acima de 6% da população ativa). EFE fpb/db

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