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Economia assusta, mas busca por barganhas prevalece na Bovespa

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Apesar de claros sinais de contração econômica, os investidores seguiram a tendência global de busca a pechinchas e levaram a Bolsa de Valores de São Paulo para cima depois de duas perdas pesadas.

Reuters |

Também apoiado na recuperação global dos preços de commodities e nos ganhos das ações da Petrobras, o Ibovespa subiu 0,83 por cento, para 36.665 pontos.

Esse movimento se deu, no entanto, numa sessão com giro financeiro de apenas 3,52 bilhões de reais, o segundo menor em dois meses.

As evidências de o mundo está entrando em recessão acentuada foram, mais uma vez, generosas. A principal delas veio com a divulgação de que os Estados Unidos cortaram 240 mil vagas em outubro, levando a taxa de desemprego do país para 6,5 por cento, a maior em 14 anos.

No meio corporativo, a General Motors e a Ford divulgaram perdas conjuntas de cerca de 7 bilhões de dólares no trimestre, antes de anunciar que podem tomar medidas agressivas para cortar custos, para enfrentar um horizonte com vendas menores, custos elevados e dificuldade de acesso a crédito.

Diante de números tão eloquentes, os mercados acionários chegaram a operar no vermelho. Mas logo retomaram a tendência inicial, com os investidores se apoiando em novos sinais de retomada das operações interbancárias par ir à caça de ações consideradas muito baratas.

"A pressão arterial do sistema financeiro baixou", disse Dalton Luis Gardimam, economista-chefe da Bradesco Corretora.

Não por acaso, as ações de bancos figuraram entre as líderes de ganhos. Unibanco subiu 4,75 por cento, para 13,90 reais. O Itaú, que anunciou fusão com o Unibanco na segunda-feira, avançou 3,66 por cento, a 25,20 reais.

Em outra frente, Petrobras subiu 1,57 por cento, a 23,26 reais, depois de a Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgar que as reservas de petróleo e gás na área onde está localizado o campo de Tupi podem superar 50 bilhões de barris.

O movimento foi contrabalançado em parte por novas perdas das ações de empresas de siderurgia, no dia em que a Corus, segunda maior siderúrgica da Europa, decidiu estender os cortes de produção anunciados em outubro para além de dezembro.

Usiminas perdeu 4,2 por cento, a 21,01 reais. Vale recuou 2 por cento, cotada da 24,30 reais.

(Reportagem de Aluísio Alves)

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