A economia argentina cresceu 7,1% em 2008 em relação ao ano anterior, mas a atividade industrial começou a mostrar sinais de desaceleração em conseqüência da crise financeira global, segundo dados fornecidos pelo instituto estatal de estatística INDEC.

"O crescimento da economia em 2008 foi de 7,1% em relação a 2007", antecipou na sexta-feira o chefe de gabinete do governo argentino, Sergio Massa, depois de uma reunião com a presidente, Cristina Kirchner, na residência oficial de Olivos, na periferia norte de Buenos Aires, pouco antes da divulgação dos números pelo INDEC.

Massa indicou que a economia "teve queda em outubro e novembro", mas "mostrou uma recuperação em dezembro, que permitiu mostrar um forte crescimento no final do ano, apesar do contexto internacional".

A Argentina registrou assim seu sexto ano consecutivo de crescimento, embora a expansão de 2008 tenha ficada abaixo da média anual de quase 9% registrada entre 2003 e 2007, depois de uma queda de 10,9% em 2002, em virtude de uma grave crise econômica, social e institucional.

A Argentina registrou em 2003 um aumento de 8,8% do PIB, que continuou em alta de 9,0% em 2004, 9,2% em 2005, 8,5% em 2006 e 8,7% em 2007.

A indústria fechou o ano com uma evolução de 4,9%, mas com uma queda de 2,1% na atividade fabril, devido à péssima situação dos fabricantes de veículos automotores (-41,1%).

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