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EADS pode ser a controladora da Helibras

A fabricante européia de helicópteros Eurocopter, do grupo EADS (European Aeronautic Defence and Space), pode ser a nova controladora da sua unidade brasileira Helibrás, segundo reportagem publicada ontem no diário francês La Tribune. A Eurocopter, que já possui 45% das ações da Helibrás, comprará a participação detida pelo banqueiro brasileiro Edmundo Safdié, informou o jornal.

Agência Estado |

A fatia da Bueninvest (empresa de investimentos controlada por Safdié) no negócio é de 30%. O governo mineiro, por intermédio da MGI Participações, também é sócio do negócio, com 25% das ações.

A intenção do banqueiro de deixar a fabricante de helicópteros já era conhecida. Recentemente, o mercado não descartava a possibilidade dos outros dois acionistas (governo e Eurocopter) comprarem juntos a parte de Safdié.

Os rumores aumentaram nas últimas semanas. A EADS e a Helibrás não quiseram comentar o assunto. Procurada, a Bueninvest não tinha nenhum executivo disponível para falar sobre a suposta venda. Segundo o La Tribune, o negócio deve ser oficializado no fim do ano, durante visita do presidente francês Nicolas Sarkozy ao Brasil.

Até o começo deste ano, as autoridades econômicas do governo de Minas não se mostravam satisfeitas com o desempenho da Helibrás. Cobravam mais investimentos dos outros acionistas e não viam perspectivas de aumentar a participação no negócio. Para as autoridades, a fábrica precisava diversificar sua produção, muito concentrada no modelo Esquilo.

No início da semana, porém, os rumos da Helibrás começaram a mudar com uma encomenda do governo federal de 60 helicópteros de grande porte, o Super Cougar, modelo que até então não era fabricado no País. Na segunda feira, o presidente Lula anunciou um acordo com a EADS que prevê investimento de ¿ 350 milhões (cerca de R$ 890 milhões) para a criação de um pólo aeronáutico em Itajubá, onde fica a Helibrás. O capital vai sair do próprio grupo francês, segundo o acordo.

Em entrevista ao Estado nesta semana, Louis Gallois, presidente mundial da EADS, não quis confirmar os números divulgados. Mas fez questão de dizer que o Brasil era prioritário para o grupo, que fatura 40 bilhões por ano. Ele quer produzir e vender mais, comprar empresas e fazer mais parcerias no País.

O relacionamento entre a EADS e Safdié, ex-dono do Banco Cidade, vai além da Helibrás. Eles são sócios em uma pequena integradora de satélites de São José dos Campos (SP), a Equatorial Sistemas. A sociedade começou há dois anos, quando o banqueiro vendeu parte das suas ações na empresa para o grupo europeu.

A Bueninvest, de Safdié, tinha 66,7% do capital total. Em documento do Conselho Administrativo da Defesa Econômica (Cade), que aprovava a operação, a nova estrutura societária não era revelada. A EADS diz que tem atualmente 42% do negócio.

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