Tamanho do texto

O ex-ministro das Comunicações e sócio da Orion Consultores Associados, Juarez Quadros, disse hoje que é "preocupante" o governo reativar a Telebrás para gerir o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). "Torço pelo plano, mas temo pelo insucesso do setor público querer competir com o privado, que tem mais liberdade de gestão e de investimentos.

O ex-ministro das Comunicações e sócio da Orion Consultores Associados, Juarez Quadros, disse hoje que é "preocupante" o governo reativar a Telebrás para gerir o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). "Torço pelo plano, mas temo pelo insucesso do setor público querer competir com o privado, que tem mais liberdade de gestão e de investimentos. O governo deveria fomentar a competitividade e o empreendedorismo do setor para suprir as necessidades existentes nos serviços", afirmou. Quadros questionou ainda a intenção do governo de atender os usuários finais "apenas e tão somente" onde não exista oferta adequada de banda larga. "Este é um critério subjetivo. Como isso será avaliado?", argumentou. Na avaliação dele, o governo precisa incentivar e até orientar melhor as operadoras privadas. "O governo entrar em um negócio em que já saiu, em 1998, e querer voltar a ser empreendedor é preocupante." Ele ressaltou que os reforços de capital destinados à Telebrás, que podem atingir R$ 13 bilhões em cinco anos, são "passíveis de cortes" durante o planejamento do orçamento. "Dentro do rito burocrático e processual, se faltar algum recurso destinado a outras prioridades do governo, há riscos de cortes. Já a iniciativa privada tem mais chance de cumprir os investimentos programados", afirmou. Segundo Quadros, os serviços de banda larga poderiam ser estimulados se fossem prestados por meio de um regime público, com metas de universalização. "Hoje ele é prestado em regime privado, o que tira a necessidade da criação de metas de universalização, assim como há na telefonia fixa." Ele lembrou que a telefonia móvel também é considerada um serviço privado, e que há várias regiões no País que não têm acesso ao serviço.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.