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É possível manter crescimento #145;razoável #146; em 2009, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o governo vai adotar uma política anticíclica para evitar que o crescimento econômico caia abaixo de um determinado patamar em 2009. Embora ele não tenha dito qual seria esse patamar, assessores do ministro disseram que ele trabalha com a previsão de crescimento entre 4% e 4,5% no próximo ano.

Agência Estado |

"Depois de tomar as medidas emergenciais (as que estão sendo adotadas para resolver o problema da falta de liquidez), teremos de fazer uma política anticíclica. O governo vai se empenhar para minorar os efeitos da crise e impedir que haja queda significativa do nível de atividade. O objetivo é evitar que o crescimento da economia caia abaixo de determinado patamar", afirmou o ministro.

Mantega ressaltou que essas medidas não serão para manter o crescimento entre 5,5% e 6% dos dois primeiros trimestres deste ano, pois ele admitiu que a crise terá impactos sobre o Brasil. "Vai haver redução (do nível de atividade) por causa da crise, mas não acredito em crescimento de 1% ou em recessão. Ainda será possível manter um crescimento bastante razoável."

A redução do crescimento vai trazer queda da arrecadação, admitiu Mantega. Mas ele não acha que isso possa virar um problema fiscal. "Ainda não há repercussão na arrecadação do governo federal, mas poderá ter queda. Mas não a ponto de provocar desequilíbrios nas finanças públicas." Para Mantega, mesmo os recentes aumentos dados ao funcionalismo não serão problemas no próximo ano. "As despesas com o funcionalismo estão sob controle, pois estão mais baixas do que foram no final de 2002, em proporção do PIB."

Depois de afirmar que "os atuais gastos do governo são administráveis (mesmo com queda da arrecadação)", ele pediu ajuda aos senadores para que o Congresso não aprove mais aumento de despesas correntes. "Peço que os senhores nos ajudem a conter o aumento de gastos", afirmou. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), perguntou se o ministro já tinha feito esse apelo ao PT. "O senhor tem que combinar primeiro com o PT", disse Virgílio.

Para Mantega, não bastará ao governo perseguir um maior crescimento econômico em 2009. "É preciso usar os instrumentos de que dispõe", avaliou. Os instrumentos a serem utilizados são fiscais, como a manutenção dos investimentos públicos, principalmente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), disse o ministro.

Na política anticíclica, Mantega deu a entender que o governo pretende usar os recursos do Fundo Soberano, cuja criação foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora será votado pelo Senado. O governo destinou R$ 14,5 bilhões este ano para o Fundo. Esses recursos poderão ser usados em 2009. Segundo Mantega, o dinheiro não poderá ser usado no custeio da máquina pública, apenas em investimentos.

O presidente da CAE, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), apoiou a proposta de uma política anticíclica feita por Mantega. "Uma política fiscal expansionista agora é fundamental para que o País siga crescendo", afirmou.

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