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E não é que as majors descobriram a internet?

E não é que as majors descobriram a internet? Por Marcus Vinícius Brasil São Paulo, 20 (AE) - Após muita resistência à internet, as grandes gravadoras finalmente parecem se aliar à rede. Já faz alguns anos que SonyBMG, EMI, Universal e Warner começam a se render à web como uma saída para seus problemas financeiros, mas só agora adotam novos formatos para valer.

Agência Estado |

Qual foi o motivo dessa mudança? Conversarmos com algumas majors, além do presidente da Trama - que está apostando no novo modelo de "álbum virtual" - para tentar compreender qual o destino das grandes gravadoras nessa nova fase da indústria fonográfica.

EMI - "Percebemos que a queda rápida na venda de formatos físicos (CDs) não tinha volta. Acho que a partir de agora temos de ouvir mais e falar menos para entender o que o consumidor está querendo. Possuir várias opções sempre é uma boa notícia quando se trata de música", diz José Peña, gerente do setor digital da EMI Brasil.

Peña acredita que o volume de vendas de CDs vai reduzir a velocidade de queda, até estancar. Com o crescimento acelerado das vendas em formato digital e o surgimento de novos modelos, como o de assinatura, o negócio estaria assegurado.

Apesar de defender o uso do DRM como maneira de regular o negócio online, Peña ressalta que a EMI foi a primeira gravadora a liberar o DRM e que, a partir do fim deste ano, alguns parceiros da major receberão músicas sem proteção.

UNIVERSAL - Danilo Ambrosano, da Universal, acredita que houve um "amadurecimento do mercado", que tornou possível o ingresso das majors no mercado digital. Ele vê no modelo de assinatura uma "alternativa formidável", mas teme que o usuário brasileiro possa esbarrar no alto custo do tráfego de dados pelo celular. "É como se, para entrar em um shopping, você precisasse pagar. E, como a maioria dos brasileiros é cliente pré-pago, há o risco de você ficar sem dinheiro antes mesmo de encontrar o produto desejado." Ele acredita que a queda na venda de CDs esteja estabilizada e que o crescimento das vendas digitais compensará as estatísticas ruins dos últimos anos.

TRAMA - "As majors não existem mais há muito tempo. Elas têm um acervo espetacular e por isso se tornaram figuras que existem mais no imaginário do que na prática, vivendo dos ecos do passado. Se amanhã a Nokia comprar a Universal, por exemplo, tudo vira pó", diz João Marcelo Bôscoli, presidente da Trama. Para ele, "o novo mainstream é composto por vários segmentos. Não há mais um diálogo único capaz de conversar com todo mundo ao mesmo tempo".

Atualmente a gravadora aposta no novo formato de "álbum virtual" (ver página L7), que reúne empresas como Volkswagen para patrocinar os lançamentos de novos artistas. A Trama está trabalhando em um novo design para o site, que pode ser lançado como a réplica virtual de uma loja de discos.

SONY BMG - "Nossa experiência mostra que os consumidores gostam de comprar música em um modelo de consumo ilimitado. Essa é uma estratégia sustentável, pois existe a remuneração de direitos", diz Claudio Vargas, da SonyBMG. Mas ele ressalta que não acredita "na continuação da queda rápida de vendas ou na extinção do formato CD".

Vargas acredita que as majors continuarão com a tarefa de "descobrir, desenvolver e promover carreiras artísticas de sucesso", e que empresas como Nokia e SonyEricsson devem "ajudar a promover o mercado legal de música".

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