O Banco Mundial alerta que essa é a última oportunidade de se fechar um acordo na Organização Mundial do Comércio (OMC). É agora ou nunca, declarou o presidente da entidade, Robert Zoellick, que foi um dos principais negociadores americanos na Rodada Doha entre 2002 e 2004 e, em várias ocasiões, foi o responsável por bloquear entendimentos com os países emergentes.

Hoje, porém, na condição de presidente do Banco Mundial e responsável pelo desenvolvimento dos países mais pobres, Zoellick toma uma postura diferente. "Nunca foi tão importante fazer avançar um acordo. Um entendimento daria confiança à economia mundial afetada pela alta nos preços de alimentos e energia", disse.

Zoellick afirmou que um acordo na Rodada Doha é essencial para que se resista à crise do protecionismo, em referência a uma tendência cada vez maior dos países de adotar novas barreiras ao comércio diante da desaceleração econômica. "Uma volta ao isolamento econômico geraria prejuízos, e não benefícios, com a globalização", disse.

Para ele, um sistema agrícola aberto criaria oportunidades para os produtores dos países em desenvolvimento para expandir suas produções, para que os consumidores paguem menos e para que governos economizem subsídios", disse o americano. Em sua avaliação, tanto os países ricos como pobres ganhariam com a queda de tarifas e maior abertura no setor de serviços.

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