SÃO PAULO - As bolsas de Nova York fecharam com variações distintas, refletindo um pouco a insegurança dos agentes com a aprovação do plano de resgates do sistema financeira norte-americano proposto pelo governo dos EUA ao congresso daquele país. O humor melhorou na segunda metade do pregão, diante de especulações sobre um acordo entre congressistas democratas e republicanos, assim como ocorreu ontem.

O Dow Jones fechou com ganho de 1,10%, aos 11.143 pontos. O Standard & ´Poor´s 500 subiu 0,34%, para 1.213 pontos, mas o eletrônico Nasdaq encerrou com perda de 0,15%, para 2.183 pontos.

Na reta final do pregão os agentes responderam com mais um voto de confiança em relação aos esforços para aprovação do plano de US$ 700 bilhões para salvar o mercado financeiro e aliviar a economia real.

Apesar da melhora do humor, a percepção dos agentes é de que a discussão sobre o plano é política e leva em conta a campanha eleitoral em vigor. Mesmo com apelos do governo, sobretudo do presidente George W. Bush, por um acordo entre os parlamentares para evitar um colapso de outras instituições e a recessão na economia do país, os mercados ainda seguem bastante inseguros sobre essa possibilidade e também, sobre a eficiência do plano.

As ações do JP Morgan Chase fecharam com alta de 11% (US$ 48,24), o Bank of America viu seus papéis ganharem 6,78% (US$ 36,70) e as ações da American Express terminaram com aumento de 4,41% (US$ 39,50).

Já as ações do Washington Mutual, que teve seus ativos vendidos por apenas US$ 1,9 bilhão ao JP Morgan Chase, tombaram 90,51% (US$ 0,16). O Wachovia Corp, que está no foco de rumores de insolvência, fechou com baixa de 27,01% (US$ 10).

(Valor Online, com agências internacionais)

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