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Durão Barroso pede apoio da Ásia contra crise financeira

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, pediu nesta quinta-feira em Pequim o apoio da China e do restante da Ásia para responder à crise financeira, na véspera de uma cúpula que reunirá 43 chefes de Estado e de Governo de ambos os continentes.

AFP |

"Precisamos da Ásia e, particularmente, de países como China, Índia e Japão", disse Durão Barroso, em uma entrevista coletiva em Pequim, na véspera da abertura de uma cúpula Ásia-Europa (Asem).

"Ou bem nadamos juntos, ou afundamos juntos", afirmou o presidente da Comissão Européia, ressaltando que a comunidade internacional enfrenta "desafios que não respeitam as fronteiras".

"Ninguém na Europa, ou na Ásia, pode acreditar, seriamente, que está protegido. Vivemos momentos sem precedentes e precisamos de uma coordenação global sem precedentes", insistiu.

Já o governo de Pequim saudou a proposta da cúpula extraordinária dos dirigentes dos países mais industrializados e das grandes economias emergentes, reunidos no G-20, dia 15 de novembro, nos Estados Unidos, afirmando que estuda "favoravelmente" sua participação.

"A China considera que a comunidade internacional teria de aumentar sua cooperação, mediante consultas (...), para podermos enfrentar juntos a crise financeira atual e salvar a estabilidade do sistema econômico e financeiro mundial", declarou o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Qin Gang, aos jornalistas.

"A China valoriza a proposta da cúpula internacional financeira e vai estudá-la favoravelmente", acrescentou, recusando-se, ao mesmo tempo, a confirmar se o gigante asiático participará do encontro.

Durão Barroso disse acreditar em que "a China dará uma contribuição importante para uma solução da crise financeira. É uma grande ocasião para a China mostrar seu senso de responsabilidade".

Ele acrescentou que a reunião da Asem, que acontecerá sexta e sábado em Pequim, "não poderia ter caído em uma data melhor".

Ao todo, 43 chefes de Estado e de Governo dos 27 países da UE, os dez membros da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) e outros seis países asiáticos, entre eles China, Índia e Japão, vão se reunir durante dois dias em Pequim, que acolhe sua maior reunião diplomática desde os Jogos Olímpicos.

Desde ontem, os presidentes começaram a chegar à capital chinesa, alguns em visitas oficiais prévias, como a chanceler alemã, Angela Merkel.

A União Européia, presidida atualmente pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que defende uma "refundação" do capitalismo, termo usado pelo próprio, pedirá nessa sétima cúpula com os asiáticos um envolvimento do continente, especialmente de China e Índia, em resposta à crise deflagrada nos Estados Unidos.

Sobre o tema dos direitos humanos, o presidente da Comissão Européia garantiu que não está excluído da pauta do encontro.

"É importante que tratemos de todos os temas, inclusive os que, às vezes, são delicados", afirmou Barroso, poucas horas antes do anúncio de que o Prêmio Sakharov 2008, do Parlamento Europeu, seria atribuído ao dissidente chinês Hu Jia, o que enfureceu Pequim.

ph-frb/tt

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