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Dufry explica empréstimo a controladora e diz respeitar governança corporativa

SÃO PAULO - A Dufry South America (DSA), operadora líder de duty-free no Brasil, distribuiu comunicado para esclarecer o empréstimo concedido à sua controladora indireta, a suíça Dufry AG. A operação foi questionada por analistas do UBS e isso provocou uma forte queda nos papéis da empresa negociados na Bovespa. A companhia diz que o empréstimo está dentro do regime de administração de caixa e financiamento conjunto entre Dufry South America e Dufry AG e alega que o retorno é superior a qualquer investimento em dólares que a empresa pudesse fazer.

Valor Online |

Segundo a DSA, seu modelo de negócios prevê o aproveitamento de sinergias obtidas em operações conjuntas com a Dufry AG, como, por exemplo, as vantagens de participar de um mesmo pool de compras. A DSA e a Dufry AG também estabeleceram um regime de administração de caixa e financiamento conjunto, com a intenção de municiar a companhia de termos e condições melhores.

Nesse contexto, diz o comunicado, a DSA concedeu em julho de 2007 um mútuo para a controladora de US$ 35 milhões. Esse empréstimo venceu em 30 de junho de 2008 e foi renovado por mais um ano, fazendo jus à taxa Libor, mais 0,75 ponto percentual. Frisamos que o Mútuo apresenta termos e condições comutativos (arm´s length) e representa uma remuneração sobre o valor investido superior àquela que a companhia teria obtido em um investimento financeiro denominado em dólares dos Estados Unidos, afirma o texto, acrescentando que investimentos em outras moedas, como em reais, poderia criar um risco cambial relevante. Por fim, a Dufry South America diz seguir regras de governança corporativa severas e estar comprometida com uma comunicação transparente, que tentará coordenar de forma mais eficiente daqui para frente.

Os BDRs da empresa negociados na Bovespa caíram 17% ontem, após o banco UBS Pactual ter rebaixado a recomendação para os papéis de compra para neutra. O analista Jander Medeiros, do UBS, justificou o rebaixamento em função da fraca governança da Dufry depois da inesperada renovação do empréstimo entre companhias, que expiraria em junho. Segundo o analista, a atitude levanta sérias dúvidas sobre a governança da Dufry, pois, ainda de acordo com Medeiros, a administração local da empresa não contava com a renovação. No documento, o profissional diz acreditar que a diretoria da empresa no Brasil não tem controle sobre os recursos da companhia que, ressalta, não está no Novo Mercado.

(Valor Online e Valor Econômico)

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