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Duarte se despede com relatório sobre economia do Paraguai

Assunção, 1 jul (EFE).- O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, afirmou hoje ter conseguido avanços econômicos durante seu mandato de cinco anos, ao apresentar para o Parlamento seu último relatório de gestão antes da transferência de poder para o ex-bispo Fernando Lugo, em 15 de agosto.

EFE |

"Ninguém pode deixar de tomar conhecimento, nem nosso mais obstinado crítico, que estamos deixando como legado para o Governo eleito um país com um crescimento econômico sustentável, politicamente estável e socialmente viável, sem distúrbios paralisantes", afirmou Duarte perante o Plenário do novo Congresso.

Devido à reunião no Parlamento para prestar contas de seu mandato, Duarte não pôde participar da cúpula de chefes de Estado do Mercosul realizado hoje na cidade argentina de Tucumán. No entanto, o presidente esteve ontem à noite no jantar inaugural.

Duarte insistiu que sob sua gestão o Paraguai saiu de uma ameaça iminente de cessação de pagamentos após conseguir um acordo de contingência com o Fundo Monetário Internacional (FMI), sem que recorrer aos recursos oferecidos e conseguindo ainda elevar as receitas tributárias.

"Do zero absoluto de crescimento no ano 2002 passamos para uma taxa de expansão do produto interno bruto em 2007 de 6,8% e este ano, o novo Governo terá a possibilidade de terminar o ano com um crescimento da ordem de 7% ou mais", afirmou.

O governante disse que as receitas tributárias aumentaram cerca de 180% e que as compensações das hidrelétricas que o Paraguai compartilha com o Brasil e com a Argentina subiram de US$ 234 para US$ 615 milhões.

Além disso, destacou que a dívida externa do país representa atualmente 18,7% do PIB contra os 44% de cinco anos atrás, e que as reservas internacionais passaram de US$ 241 milhões de setembro de 2002 para US$ 3,075 bilhões em maio passado.

"Podemos pagar toda a dívida externa (US$ 2,233 bilhões em março de 2008) e continuar com recursos internacionais", enfatizou Duarte, que também insistiu no fortalecimento do orçamento público para a saúde (164%) e para a educação (104%).

O presidente afirmou que durante sua gestão"os rumores de golpe de Estado desapareceram, assim como as desesperadas corridas aos bancos e às financeiras, sob a suspeita de quebra real ou fraudulenta", em alusão à grave crise financeira que sacudiu o país em 1996.

Por outro lado, Duarte disse que "governar por si é uma arte difícil em um país onde os antagonismos permanecem fortemente arraigados na cultura política e as diferenças ainda são capazes de dividir às famílias".

O governante se referia ao clima que rodeia a sua ascensão como senador eleito pelo derrotado Partido Colorado no pleito de abril, depois de o Congresso anterior não ter resolvido sua renúncia ao cargo.

Duarte renunciou à Presidência no último dia 23 para poder jurar na sessão desta segunda-feira, mas os legisladores leais ao chefe de Estado eleito impediram o quorum no Congresso para que este a aceite ou rejeite, por isso permanecerá no cargo.

Alguns analistas consideram que o governante perderá sua cadeira no Senado após o juramento provisório de outro legislador de seu partido, embora outros defendam que poderá assumir no Congresso após a transferência de poder para Lugo, que com sua vitória eleitoral pôs fim a mais de 60 anos de hegemonia colorada.

Nesse sentido, Duarte afirmou após seu relatório de gestão que deixará para o novo Congresso a decisão sobre esse tramite ou se deve realizá-lo como senador vitalício, com voz, mas sem voto, um benefício que a Constituição garante aos ex-governantes.

Alguns analistas consideram que essa possibilidade continua latente depois da inclusão de um legislador leal a Duarte na Mesa Diretora da Câmara, enquanto que a Presidência do Senado, e, portanto, do Congresso, foi cedida a um parlamentar da União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace).

Esta última organização, dirigida pelo general reformado e ex-candidato presidencial Lino Oviedo, apóia a incorporação de Duarte ao Senado.EFE lb/bm/plc

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