Os principais índices do mercado acionário americano atingiram nesta tarde as máximas do pregão em Nova York, liderados pelas altas dos papéis dos setores de energia, serviços públicos e matérias-primas, enquanto o mercado segue na aposta momentânea de que o pior da crise financeira já passou. Todos os setores estão em alta, mas o que sobe menos é o financeiro.

Tecnologia também está relativamente fraco, o que faz o Nasdaq ter desempenho abaixo dos demais índices.

Às 16h45 (de Brasília), o Nasdaq subia 1,87%, enquanto o S&P 500 avançava 3,00%. O Dow Jones estava em alta de 243 pontos, ou 2,7%, em 9.094 pontos. Na máxima, chegou a 9.118 pontos. Entre os papéis listados no Dow Jones, apenas IBM (-0,11%) e Wal-Mart (-1,43%) estavam em baixa. Chevron e Exxon subiam, respectivamente, 7,8% e 7,57%, enquanto o petróleo avançava para US$ 73,99 o barril, em alta de US$ 2,14, com a expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderá decidir por uma redução na produção do cartel quando se reunir na sexta-feira.

As ações ganharam impulso mais cedo com as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, dando seu aval para um segundo pacote de estímulo econômico nos EUA. O dia já havia começado melhor nos mercados depois de uma série de anúncios de ajuda ao sistema financeiro na Europa e Ásia, em países como a Coréia do Sul, que ofereceu garantias de US$ 100 bilhões em empréstimos em moeda estrangeira e uma injeção de US$ 30 bilhões no sistema bancário; na Suécia, que apresentou plano semelhante de US$ 206 bilhões, combinado com um fundo de US$ 2 bilhões para administrar problemas futuros de solvência; e na Holanda, que injetará US$ 13 bilhões no grupo financeiro ING. As informações são da agência Dow Jones.

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