Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Dow Jones recua 4,9% com temor de recessão

O mercado de ações norte-americano continua a registrar baixas acentuadas, mas já saiu das mínimas atingidas esta tarde. Depois de fechar em queda ontem, o mercado continua devolvendo os ganhos recorde de segunda-feira, pressionado pelos balanços fracos divulgados hoje e pelo temor de uma recessão mundial.

Agência Estado |

Por volta das 16h18 (de Brasília), o índice Dow Jones recuava 461 pontos, ou 4,96%, para 8.849 pontos. Na mínima, o Dow caiu a 8.738 pontos. O S&P-500 caía 6,15% e o Nasdaq recuava 5,28%.

JPMorgan anunciou queda de 84,5% em seu lucro líquido no terceiro trimestre deste ano em comparação com igual intervalo do ano passado. O Wells Fargo & Co. registrou queda de 22% no lucro líquido do terceiro trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado. As ações de JPMorgan caíam 1,72%, enquanto que as do Wells Fargo estavam em alta de 2,92%. As ações do setor de energia também recuam junto com o preço do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo fechou em queda de 5,20%, em US$ 74,54 o barril.

As companhias de mineração e fabricantes de refrigerantes advertiram sobre a desaceleração das economias pelo mundo. Isso pressiona a expectativa quanto aos balanços dessas empresas, apesar da melhora dos mercados de crédito desde a intervenção do Tesouro dos EUA e de outros governos.

Refletindo o fato de que os governos podem não salvar as economias e o sistema bancário, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, advertiu hoje que levará tempo até que os mercados de crédito se descongelem. Bernanke acrescentou que, mesmo que os mercados financeiros se estabilizem, a economia não vai se recuperar no curto prazo. O Livro Bege, do Fed, também mostrou que a atividade econômica e o mercado de empregos sofreram um enfraquecimento em todos os 12 distritos do Federal Reserve em setembro.

Operadores disseram que parte das vendas de ações no período da tarde vieram de resgates em fundos mútuos e de hedge. Na medida em que clientes nervosos procuram sacar dinheiro, os fundos são forçados a vender ações e perdem o poder de negociar o preço.

"O que começou como uma preocupação sobre o mercado de crédito e a indústria de serviços financeiros se expandiu para um temor mais abrangente sobre o crescimento econômico global", afirmou Larry Smith, chefe de investimentos da Third Wave Global Investors. "Por algum tempo os exportadores podem ter um período mais difícil que os importadores."

Em um sinal da extensão da desaceleração global, a mineradora australiana Rio Tinto advertiu que vai rever os gastos de curto prazo em seu programa de investimentos e reduzir a produção de alumínio. Nos EUA, o Departamento de Comércio informou esta manhã que as vendas no varejo caíram 1,2% em setembro ante agosto, registrando a terceira queda consecutiva e o maior declínio desde agosto de 2005. As informações são da Dow Jones.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG