O mercado norte-americano de ações fechou em queda pelo sétimo dia consecutivo. O índice Dow Jones teve sua terceira maior queda em pontos de todos os tempos e fechou no nível mais baixo desde 21 de maio de 2003; o Nasdaq fechou no nível mais baixo desde 1º de julho de 2003 e o S&P-500 ficou no menor nível desde 1º de maio de 2003.

Hoje se completou exatamente um ano deste que o Dow Jones e o S&P-500 fecharam em níveis recorde, o Dow em 14.164,53 pontos e o S&P-500 em 1.565,15 pontos. Nesses 12 meses, o Dow Jones acumula uma queda de 39,43% e o S&P-500, uma perda de 41,92%.

Houve grande volatilidade no pregão, com o Dow chegando a subir 150 pontos pela manhã, em reação ao indicador de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada. O índice de volatilidade VIX subiu 11,11%, para o nível recorde de 63,92. "O efeito 'bola de neve' do medo, que deu início à avalanche de colapsos de instituições financeiras, criou um regime inteiramente novo de volatilidade", escreveu o estrategista Andrew Wilkinson, da Interactive Brokers, em nota a seus clientes.

Para Debra Brede, presidente da DK Brede Investment Management, "as pessoas estão agindo por medo. Seus avós estão dizendo 'eu sobrevivi à Grande Depressão' e a mentalidade, neste momento, é a de que 'nós vamos perder tudo'. As pessoas não estão dando tempo para que o pacote de socorro ao setor financeiro funcione".

Entre as ações que mais caíram estavam algumas das que estiveram temporariamente protegidas pela proibição de vendas a descoberto (operação em que o investidor vende ações "alugadas", ou seja, que ele ainda não possui) emitida em setembro pela SEC, o órgão regulador do mercado de capitais dos EUA; este foi o primeiro pregão em que a medida deixou de vigorar. As da General Motors caíram 30,68%, as do Fortress Investment Group recuaram 34,95% e as do Blackstone Group perderam 31,42%.

As ações da GM fecharam a US$ 4,76, preço mais baixo pelo menos desde 1950, segundo o Centro de Pesquisas sobre Preços de Ações da Universidade de Chicago. A queda foi atribuída à deterioração da perspectiva das montadoras e à ameaça de mais rebaixamentos de notas de crédito (ratings); as ações da Ford recuaram 21,05%.

No setor financeiro, as ações do Morgan Stanley caíram 25,89%, em reação a seu informe preliminar de resultados; outros destaques negativos foram AIG (-22,57%, apesar de o banco central dos EUA ter anunciado que vai emprestar US$ 37,8 bilhões a suas subsidiárias, além da injeção de US$ 85 bilhões anunciada no mês passado), American Express (-9,99%) e Bank of America (-9,14%). As ações do setor de petróleo também sofreram quedas fortes, em dia de nova baixa dos preços do produto (ExxonMobil perdeu 10,36% e Chevron recuou 10,46%). No setor de tecnologia, as ações da IBM caíram 1,71%, em reação a seu informe de resultados.

O índice Dow Jones fechou em queda de 678,91 pontos, ou 7,33%, em 8.579,19 pontos (mínima do dia); a máxima foi em 9.448,14 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 95,21 pontos, ou 5,47%, em 1.645,12 pontos, com mínima em 1.634,88 pontos e máxima em 1.787,41 pontos. O S&P-500 caiu 75,02 pontos, ou 7,62%, para fechar em 909,02 pontos, com mínima em 909,19 pontos e máxima em 1.005,25 pontos. As informações são da Dow Jones.

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