Entenda as quedas acentuadas nas bolsas de valores" /
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Dow Jones ensaia recuperação, mas termina a sexta-feira em queda; europeias desabam

Nem a divulgação do lucro trimestral da General Eletric (GE), que ficou dentro do esperado, nem o pronunciamento do presidente George W. Bush foram suficientes, nesta sexta-feira, para acalmar Wall Street. Persistem os temores de uma eventual recessão global e prossegue a desconfiança no setor financeiro. http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/10/10/entenda_as_quedas_acentuadas_nas_bolsas_de_valores_2025926.html target=_topEntenda as quedas acentuadas nas bolsas de valores

Redação com agências internacionais |

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O sinal negativo do mercado acionário nas Bolsas de Nova York continuou, com o índice Dow Jones registrando a pior semana em seus 112 anos de história. O índice fechou com baixa de 1,49%. O Nasdaq teve pequena valorização de 0,26%.

No meio da tarde, as negociações de ações do Dow Jones chegaram a parar por 30 minutos, com o acionamento do circuit breaker, depois de as perdas passarem de 5% - o mecanismo visa a acalmar os investidores e evitar comportamentos de "manada".

A divulgação dos resultados iniciais do leilão para definir a taxa de recuperação dos contratos de swap de proteção contra o risco de inadimplência (default) de bônus de dívida emitidos pelo banco de investimento Lehman Brothers levou o setor financeiro para baixo.

O leilão definiu uma taxa de recuperação de 9,75 centavos por dólar na liquidação dos contratos de CDS (títulos que medem o custo de proteção para os bônus de dívida) do Lehman, sugerindo perdas aos detentores dos contratos.

Também o Morgan Stanley foi responsável pela retomada das perdas, com especulações de que a instituição japonesa Mitsubishi Financial Group pode desistir de adquirir uma participação de 21% na instituição.

Segundo o acerto feito entre as instituições, o Mitsubishi concordou adquirir US$ 3 bilhões de ações ordinárias (ON) a US$ 25,25 e US$ 6 bilhões de ações preferenciais (PN) a US$ 31,00. Esta manhã, o Mitsubishi reiterou seu compromisso de injetar US$ 9 bilhões no Morgan.

O pronunciamento do presidente George W. Bush, na manhã de hoje, também teve o intuito de acalmar os mercados - que estão na expectativa por eventuais novas medidas anticrise após a reunião do G7, nesta sexta-feira.

Europeias derretem

As principais bolsas europeias encerraram a sessão de hoje em forte baixa, acumulando perdas de mais de 20% na semana, com receios de que as ações de emergência dos bancos centrais e os esforços dos governos para elevar a oferta de crédito no sistema bancário não serão suficientes para evitar uma recessão econômica profunda.

"É como se as autoridades dos bancos centrais não precisassem ter se preocupado em cortar as taxas básicas de juros porque, em grande parte, não haverá diminuição nas taxas para as empresas e pessoas que desejem tomar dinheiro emprestado com os bancos", disse Dermot O''Leary, economista da Goodbody Stockbrokers na Irlanda.

"As respostas das discussões neste fim de semana precisarão ser mais diretas e francas para inocular confiança nos mercados de ações e de crédito", afirmou O''Leary. As autoridades financeiras dos países integrantes do G-7 - EUA, Alemanha, Japão, França, Reino Unido, Itália e Canadá - devem se reunir hoje e no fim de semana para discutir uma solução para a crise mundial.

Segundo o estrategista-chefe para mercado do IG Index, David Jones, "há uma sensação real de desespero e, apesar de alguns depositarem as expectativas de que o G-7 possa sacudir a varinha e fazer tudo desaparecer no final de semana, é difícil enxergar o que pode ser feito para reverter o sentimento no curto prazo".

Na sessão de hoje, as vendas foram generalizadas e indiscriminadas, mas as ações de bancos e de empresas ligadas a commodities (matérias-primas) foram algumas das mais atingidas. Deutsche Bank caiu 16,8% em Frankfurt, o Royal Bank of Scotland recuou 25,31% em Londres e o UniCredit perdeu 13,11% em Milão.

"Se os bancos não puderem acessar depósitos no atacado, os bancos podem cobrar os empréstimos feitos às corporações, levando a um colapso nos investimentos e nos empregos e atraindo as economias do mundo desenvolvido para uma depressão", afirmaram os economistas do Société Générale, Bijal Shah e Brian Hilliard.

As ações de empresas relacionadas a commodities foram especialmente atingidas pela queda acentuada do petróleo, que caiu para abaixo de US$ 80 dólares por barril, e pelo declínio nos metais, especialmente no cobre, que recuou para o menor nível desde março de 2006.

Londres

Em Londres, o índice FTSE 100 terminou em baixa de 366 pontos, ou 8,48%, em 3.947,80 pontos, recuando para abaixo dos 4 mil pontos pela primeira vez desde maio de 2003. Na semana, o índice acumulou queda de 21,05%. Os bancos tiveram as perdas mais acentuadas, com o HBOS (Halifax) caindo 19,09%. Entre as mineradoras, a Rio Tinto recuou 11,85% e a BHP Billiton cedeu 7,87%.

Paris

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, encerrou em baixa de 266,21 pontos, ou 7,73%, a 3.176,49 pontos, menor nível desde outubro de 2003. Na semana, o índice perdeu 22,16%. Entre os bancos, o Société Générale caiu 13,04%, o Axa recuou 10,74%, o Crédit Agricole perdeu 12,03% e o BNP Paribas cedeu 10,50%.

Frankfurt

Em Frankfurt, o índice DAX perdeu 342,69 pontos, ou 7,01%, para 4.544,31 pontos. Na semana, o índice acumulou baixa de 21,61%. O Postbank caiu 14,61%. A Volkswagen foi a única que subiu, encerrando em alta de 15,20%.

Madri

O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, terminou em baixa de 905,20 pontos, ou 9,14%, a 8.997,7 pontos, o menor nível desde 2005, acumulando baixa de 21,20% na semana. A Iberdrola Renovables perdeu 15,30%. Os bancos também foram fortemente atingidos, com BBVA caindo 11,37% e o Banco Popular declinando 9,57%. As informações são da Dow Jones.

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