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Dow Chemical vai cortar 5 mil empregados

A Dow Chemical vai cortar cerca de 5 mil empregos em tempo integral no mundo, o equivalente a 11% dos trabalhadores da empresa. Além disso, fechará 20 fábricas e venderá diversas unidades não-estratégicas, para acelerar sua reestruturação e reduzir custos.

Agência Estado |

A maior produtora de químicos dos Estados Unidos em receita informou ainda que vai desativar temporariamente 180 fábricas e cortar cerca de 6 mil empregos temporários, por causa da queda nas operações.

"Estamos acelerando a implementação dessas medidas uma vez que a economia mundial atual se deteriorou fortemente, e precisamos nos ajustar à severidade dessa desaceleração", disse o presidente-executivo da Dow, Andrew Liveris. Ele acrescentou que a empresa está "mudando de uma abordagem altamente centralizada e padronizada para operar três modelos de negócios muito diferentes, com um centro corporativo menor e eficiente".

A empresa reestruturada terá três modelos operacionais e, segundo a Dow, os detalhes sobre cada negócio serão informados no começo do próximo ano. No Brasil, a assessoria gerantiu que a empresa "não tomou decisões referentes à América Latina".

Atingidas pelos efeitos da crise internacional, grandes empresas engrossam os números de demissões em todo o mundo. Além da Dow, também anunciaram demissões o banco suíço UBS, a belgo-brasileira InBev e as suecas SSAB e Volvo.

O UBS, maior banco da Suíça, vai cortar até 4,5 mil empregos, de acordo com a edição de ontem de dois jornais suíços. Sem citar fontes, o diário SonntagZeitung noticiou que "nas próximas semanas" o banco vai anunciar mais demissões.

"É possível que a instituição elimine 4,5 mil empregos, incluindo 750 na Suíça." Outro periódico, o Sonntag, informou, também sem citar fontes, que o UBS vai cortar de 3 mil a 4 mil vagas. Ao todo, o banco suíço já eliminou 9 mil empregos, reduzindo a força de trabalho em 11% desde junho de 2007.

A Anheuser-Busch InBev anunciou ontem que sua unidade nos Estados Unidos planeja cortar 1,4 mil empregos nas divisões de cerveja, afetando cerca de 6% da força de trabalho total da companhia no país. Os planos de cortes fazem parte das sinergias de, no mínimo, US$ 1,5 bilhão identificadas pela belgo-brasileira InBev quando anunciou a compra da americana Anheuser-Busch, em julho.

Na Suécia, a siderúrgica SSAB seguiu suas concorrentes e anunciou ontem que vai cortar 1,3 mil empregos, o que significa 14,4% do total de 9 mil. O motivo é a "severa desaceleração do mercado de aço e as perspectivas incertas para 2009".

Também na Suécia, a fabricante de veículos Volvo informou que concluiu as negociações com sindicalistas e vai eliminar 2.721 empregos no país e 680 fora. Na Suécia, os cortes vão atingir 2.367 operários e 354 postos administrativos. A maioria das demissões ocorrerá a partir de 31 de dezembro.

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