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Dona da GE e Dako aposta na classe média

Vinte dias depois de dois estudos revelarem que a classe média já é a maioria da população brasileira, a empresa mexicana Mabe, fabricante de eletrodomésticos com as marcas GE e Dako, anunciou que vai produzir um terceira marca no País. A nova marca será voltada para esse consumidor, com renda entre dez e 20 salários mínimos (R$ 4,1 mil e R$ 8,3 mil).

Agência Estado |

Batizada com o nome da própria companhia, Mabe, a nova marca de fogões, geladeiras e máquinas de lavar já recebeu investimentos superiores a R$ 60 milhões em desenvolvimento dos 65 itens que compõem a linha. Em cinco anos serão aplicados mais de R$ 100 milhões em marketing para construção da marca Mabe, que terá como garota propaganda a atriz Malu Mader.

"Desde a nossa chegada, em 2003, já investimos no Brasil US$ 150 milhões. Pretendemos aplicar cerca de US$ 30 milhões por ano nos próximos anos", diz Luis Berrondo, presidente mundial da empresa. Segundo ele, o Brasil será o mercado da América Latina que mais irá crescer nos próximos anos por causa do tamanho da população e do potencial de consumo da nova classe média.

"A meta é conquistar entre 25% a 30% do mercado de eletrodomésticos nos próximos cinco anos com as três marcas", prevê Berrondo. Ele destaca que, em outros países da América Latina, a fórmula segmentada para as classes de renda alta (GE), média (Mabe) e baixa (Dako, no caso do Brasil) permitiu que a companhia atingisse 50% de participação de mercado.No Brasil, com duas marcas, a presença da empresa ainda é tímida, com 17% do mercado.

Segundo o presidente da empresa para o Mercosul, Patricio Mandizabal, o diferencial de preços entre a marca Mabe e as outras duas da própria companhia pode girar em torno de 10% para mais ou para menos, no caso de fogões. "Isso não quer dizer que a marca Dako (voltada para renda menor) não possa ultrapassar o limite inferior de preço da marca Mabe." Na prática, os produtos da marca Mabe vão concorrer de perto com a linha da Brastemp, fabricada pela líder de mercado, a americana Whirlpool. Isso já ocorre no México, onde está a sede da companhia. Em seu país, a marca Mabe é líder de mercado.

Negociações

Fundada em 1946, a empresa, que é a maior fabricante de linha branca da América Latina,faturou no ano passado US$ 4,5 bilhões com 18 fábricas espalhadas pelo continente. No Brasil, obteve no ano passado uma receita R$1,2 bilhão, com expectativa de encerrar 2008 com crescimento de 20% nas vendas.

Faz mais de um ano que o próprio Berrondo negocia a compra da participação de 48% da GE na Mabe, aquisição que havia sido feita pela companhia americana em 1987. "O acordo para compra da participação da GE deverá ser fechado até o fim deste ano", afirma o executivo. Sem revelar os entraves da negociação, ele pondera que esses processos costumam ser longos e calcula que a conclusão do negócio será em 2009.

Quanto à origem dos recursos para comprar a participação da GE, Berrondo explica que uma parte do capital é da própria empresa e outra parcela virá de fundos de investimentos. Apesar de não detalhar as negociações, o executivo dá como certa a compra da fatia da GE na Mabe. "Há uma forte relação entre a GE e a Mabe, com a produção dos eletrodomésticos da GE para os EUA. Por isso , é lógica a união das companhias."

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