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Dólar volta a superar R$ 1,80 com turbulência externa

Não durou nem um dia o alívio no mercado de câmbio, com o dólar retomando a valorização ante o real hoje após o recuo de sexta-feira. No mercado interbancário, hoje, a moeda subiu 1,85% e fechou a R$ 1,814 - após oscilar entre a taxa mínima de R$ 1,792 e a máxima de R$ 1,823.

Agência Estado |

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar dos contratos negociados à vista avançou 1,46% para R$ 1,807. O volume financeiro à vista somava US$ 1,029 bilhão por volta das 16h40.

Após um fim de semana de negociações entre as autoridades norte-americanas e executivos de instituições financeiras de vários países, o mercado financeiro global amanheceu nesta segunda-feira abarrotado de novas informações sobre a maior crise de crédito das últimas décadas. O pedido de concordata do banco de investimentos Lehman Brothers foi talvez a pior delas, mas a venda do Merrill Lynch ao Bank of America e a situação da seguradora americana AIG elevaram os temores sobre o rumo do setor financeiro norte-americano e o risco de que outras instituições quebrem.

Nem a série de medidas anunciadas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que ampliou o leque de garantias aceitas para os bancos se financiarem, foi suficiente para acalmar os ânimos. Tampouco as injeções de recursos no mercado por parte das principais autoridades monetárias globais - Fed, Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra, entre eles - reduziu o receio dos investidores sobre o que está por vir. "O Lehman listou dívidas de US$ 613 bilhões. O mercado está desconfiado de até onde isso está espalhado e quais os efeitos", disse um operador.

Na visão de operadores de câmbio, contudo, o dólar teve uma trajetória comportada hoje - especialmente se comparada com o desempenho da Bovespa, que recuava 7,48% às 16h50. "E se olhar a cotação da abertura, de R$ 1,8230, o dólar até 'caiu' nesta sessão", disse um operador. De acordo com outro profissional, ajudou a aliviar a pressão uma entrada de US$ 500 milhões.

O Banco Central ficou ausente pela terceira sessão consecutiva, sem realizar leilão de compra de dólares. A avaliação é de que o BC não deve voltar a fazer leilões enquanto o estresse permanecer elevado nas mesas de operações.

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