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Dólar ultrapassa R$1,80 com saída de estrangeiros

Por Silvio Cascione SÃO PAULO (Reuters) - A fragilidade dos mercados internacionais empurrou o dólar acima de 1,80 real pela primeira vez desde janeiro, com a saída de recursos do país provocando nesta quinta-feira a nona alta consecutiva da moeda norte-americana.

Reuters |

A divisa subiu 1,74 por cento, para 1,816 real --maior patamar desde 23 de janeiro. Em setembro, a valorização acumulada pela moeda já é de 11,27 por cento.

A disparada do dólar foi determinada logo no começo do dia, refletindo o medo dos investidores de uma nova quebra de grandes proporções no setor financeiro dos Estados Unidos.

Depois do Bear Stearns, que afundou em março, o mercado está apreensivo com a saúde do Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos de Wall Street.

A incerteza provocou a fuga de investimentos mais arriscados, atingindo as bolsas e as moedas de países emergentes como o Brasil. 'Teve uma saída grande hoje', disse Sérgio Falcão, consultor da SLW Corretora.

Com a falta de dólares no mercado, o Banco Central interrompeu os leilões de compra de moeda que eram promovidos diariamente desde 24 de março. Com os leilões, as reservas do país subiram para mais de 206 bilhões de dólares.

MOVIMENTO PONTUAL

Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, lembrou em relatório que a instabilidade do mercado está sendo usada também como oportunidade para alguns investidores ganharem com a alta do dólar. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), por exemplo, os estrangeiros já exibiam quase 3 bilhões de dólares em posições compradas em derivativos cambiais.

Para ele, a alta do dólar tem vida curta porque os bancos, que ganham com a desvalorização do dólar por causa dos swaps reversos, tendem a pressionar o mercado para baixo assim que diminuir a demanda de moeda pelos estrangeiros.

'Entendemos (a alta recente do dólar) como um movimento forte, mas pontual e reversivo', avaliou.

Analistas do BNP Paribas também confiam na valorização do real no médio prazo. Eles, no entanto, preferem aguardar uma 'consolidação do mercado' antes de apostar na queda do dólar.

Eles acrescentaram que a divisão do BC sobre o aumento de 0,75 ponto nos juros ajudou a dar combustível para a alta do dólar. Com o sinal de que a elevação da Selic poderá ser menor ou menos duradoura do que se esperava, os investidores teriam menos apelo para trazer capital e investir em títulos locais.

No final da sessão, o dólar interrompeu a alta e se acomodou perto de 1,81 real com a melhora dos mercados internacionais. A queda do petróleo e a expectativa de um socorro governamental ao Lehman Brothers ajudavam as bolsas a subir pouco mais de 0,5 por cento em Wall Street.

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