Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Dólar termina o dia em queda de 3,38%, a R$ 2,255

O mercado de câmbio doméstico operou com a cotação do dólar em baixa ante o real nesta segunda-feira em meio a volumes de negócios reduzidos pela ausência de alguns investidores, que ainda estariam planejando a realocação de posições neste início de ano. A queda mais forte do dólar à vista ocorreu à tarde, sendo que a mínima do dia, de R$ 2,250 (queda de 3,60%) foi registrada logo após o Banco Central vender em leilão US$ 650 milhões com recompra programada para 1º de abril.

Agência Estado |

Contudo, para um operador de tesouraria de um banco europeu, esse declínio acentuado amparou-se principalmente em um movimento de abertura de posições vendidas no mercado de dólar futuro por investidores locais e estrangeiros.

O dólar comercial fechou em baixa de 3,38%, cotado a R$ 2,255. Na BM&F, o dólar negociado à vista recuou 3,35%, a R$ 2,2544. O giro financeiro total à vista encolheu 54%, para cerca de US$ 1,400 bilhão.

No segmento de dólar futuro da BM&F, os quatro vencimentos negociados hoje projetaram taxas mais baixas. O dólar para fevereiro, com um giro de US$ 6,088 bilhões, apontava às 16h24 queda de 3,59%, a R$ 2,273. O giro com os quatro vencimentos transacionados registrado até esse horário somava cerca de US$ 6,091 bilhões.

Enquanto na primeira parte dos negócios houve saídas de recursos relativas a remessas de dividendos, à tarde os ingressos financeiros foram maiores e refletiram um certo otimismo dos investidores, que apostaram na queda das cotações da moeda no mercado futuro em meio a um movimento paralelo de recomposição de posições no mercado de ações. "O fluxo cambial foi favorável e houve disposição de alguns players (investidores) para operações casadas pela cotação mais baixa do dólar pronto (comercial)", observou a fonte consultada de um banco estrangeiro. A cotação máxima do dólar comercial, registrada pela manhã, foi de R$ 2,33, em baixa de 0,17%.

A realização pelo Banco Central, das 14h30 às 15 horas, de um leilão para a venda de dólares com recompra em três datas não afetou diretamente a formação de preço do dólar à vista, afirmou um profissional de tesouraria de uma instituição local. "Essa operação não mexeu diretamente com o preço à vista porque referiu-se a uma renovação de um vencimento de US$ 700 milhões, que foram vendidos ao mercado pelo Banco Central no início de outubro de 2008 com recompra prevista para hoje", justificou uma fonte de um banco nacional. Ainda assim, após o leilão, o pronto bateu as menores cotações do dia. "Esse declínio coincidiu com o movimento de recuperação das perdas iniciais da Bovespa, que renovou a pontuação máxima várias vezes até o fechamento do dólar", observou.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG