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Dólar tem quarto pregão de baixa e já vale menos de R$ 2,20

SÃO PAULO - A moeda norte-americana registra o quarto pregão seguido de desvalorização ante o real, testando preços não observados desde o começo de novembro. Operando em baixa desde o começo do pregão, o dólar comercial fechou com perda de 3,24%, valendo R$ 2,178 na compra e R$ 2,180 na venda. É a menor cotação desde 7 de novembro.

Valor Online |

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa desvalorizou 3,30%, fechando também a R$ 2,180. O giro financeiro somou US$ 242,75 milhões. Já no interbancário, o movimentou passou de US$ 4 bilhões, cifra considerada elevada para o terceiro dia útil do ano.

Segundo o gerente de operações de câmbio da Concórdia Corretora, Luiz Roberto Piason, as vendas seguem alinhadas à percepção de fluxo positivo de moeda e à redução nas posições compradas (apostas contra o real) no mercado futuro. "A pressão compradora realmente caiu nesse começo de ano", avalia.

Na avaliação de Piason, o mercado futuro está determinando a cotação no segmento à vista e um sinal disso é que uma acentuada venda de contratos futuros no período da manhã acabou arrastando o dólar comercial para baixo. Vale lembrar que a mínima do dia, a divisa chegou a ser negociada a R$ 2,157, queda de 4,2%.

Segundo o especialista também é perceptível a entrada de dólares em busca de ações brasileiras, e uma confirmação disso é que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ruma para o sexto pregão seguido de alta.

Para Piason, a taxa de câmbio deve encontrar um equilíbrio de curto prazo entre R$ 2,15 e R$ 2,25, pois há grande demanda por parte de importadores nessa faixa de preço. Além disso, observando o comportamento da moeda graficamente, a indicação é de que o dólar já está sobre-vendido, o que cria espaço para um repique de alta.

O gerente também chama atenção para uma melhora na liquidez, com as empresas conseguindo rolar linhas de crédito externo, como ACCs (adiantamento de contrato de câmbio). "O preço ainda está caro, mas a liquidez está um pouco melhor."
Ainda de acordo com Piason, os governos ao redor do mundo estão tomando conta das economias e os mercados estão antecipando que em algum momento de 2009 teremos a "saída da crise".

Ainda hoje, de acordo com operadores de mercado, correram rumores pelas mesas de que alguns bancos estariam propositalmente pressionando o preço da moeda norte-americana para baixo, para minimizar exposições em moeda estrangeira.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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