SÃO PAULO - Depois de seis dias seguidos de baixa e uma desvalorização acumulada de 4,1%, o dólar ganha valor contra o real nesta quarta-feira. A demanda pela moeda pode ser atribuída a um ajuste técnico depois da sequência de perdas e à instabilidade do cenário externo - onde bolsas e commodities perdem valor, em meio à continuada preocupação com a Grécia e novas indicações de aperto monetário da China.

SÃO PAULO - Depois de seis dias seguidos de baixa e uma desvalorização acumulada de 4,1%, o dólar ganha valor contra o real nesta quarta-feira. A demanda pela moeda pode ser atribuída a um ajuste técnico depois da sequência de perdas e à instabilidade do cenário externo - onde bolsas e commodities perdem valor, em meio à continuada preocupação com a Grécia e novas indicações de aperto monetário da China. Por volta das 12h35, o dólar comercial apresentava valorização de 0,56%, a R$ 1,763 na compra e R$ 1,765 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar para maio também subia 0,56%, para R$ 1,7725 na venda. Na Europa, a taxa de retorno dos títulos da dívida da Grécia continua apontando para cima, mostrando menor interesse dos agentes em financiar o país. As atenções também estão voltadas à China, seguindo a divulgação de uma série de reportagens dando conta de que o país poderá ampliar a banda de oscilação do yuan, para mais ou para menos, de 0,3% para 0,5%. Cada dólar vale aproximadamente 6,8 yuan. O assunto ganhou peso conforme o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, foi à Pequim ter com o vice-primeiro-ministro, Wang Qishan, responsável pelos assuntos econômicos do país. Geithner está sendo pressionado para colocar a China na lista de países que manipula sua moeda. O secretário atrasou a publicação de um relatório que lista os países que adotam tal prática, para o dia 15 de abril. Ainda na China, a mídia local aponta que o banco central chinês poderá promover uma alta na taxa de juros ainda no segundo trimestre caso o crescimento econômico dos três primeiros meses do ano ultrapasse 11%. Também se fala na emissão de bônus de três anos como mais um esforço para retirar liquidez do mercado. (Eduardo Campos | Valor)
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