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Dólar tem novo pregão de baixa, mas segue acima dos R$ 2,30

SÃO PAULO - A melhora de humor externo e a consequente menor aversão ao risco estimularam as vendas de moeda norte-americana nesta quarta-feira, mas o dólar ainda respeita o patamar de R$ 2,30. Depois de bater R$ 2,277 na mínima, compras nos instantes finais do pregão levaram o dólar comercial a fechar negociado a R$ 2,306 na compra e R$ 2,308 na venda, ainda assim, em queda de 0,56%, sobre o fechamento de ontem. Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou 0,65%, fechando a R$ 2,305. O giro financeiro somou US$ 303,5 milhões, montante 66% maior do que o observado ontem.

Valor Online |

No interbancário o movimento também foi bastante forte, passando de US$ 4,5 bilhões.

Segundo o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, a formação da taxa de câmbio foi embalada pelo dia positivo nas bolsas de valores. Por aqui, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), opera acima dos 40 mil pontos, com elevado volume, o que sugere a entrada de dólares no mercado brasileiro.

Medeiros chama atenção para a ausência do Banco Central no mercado de câmbio. Depois de 17 pregões consecutivos de intervenção, o Banco Central não fez leilão para venda de dólares à vista. Tal fato somado ao forte volume no interbancário pode ser encarado como uma indicação de que hoje tinha dólar suficiente no mercado.

Segundo o especialista, um grande divisor de águas deve ser a colocação de títulos da Petrobras no mercado externo. A operação, estimada em US$ 2 bilhões por analistas, deve ter taxa de juros de 8% a 9%. Para Medeiros, se a estatal for bem sucedida, está aberto o caminho para outras empresas tomarem recursos no exterior.

Na agenda do dia, o BC apresentou o fluxo cambial de janeiro. O resultado foi negativo em US$ 3,01 bilhões, marcando o quarto mês seguido de saída de moeda estrangeira. A conta financeira apontou déficit de US$ 3,55 bilhões, enquanto a conta comercial teve superávit de US$ 532 milhões.

Observando a posição comprada dos bancos, que caiu de US$ 1,1 bilhão para US$ 701 milhões no fechamento do mês passado, o diretor aponta que a redução não mostra, necessariamente, que as instituições estão reduzindo as apostas contra o real, mas sim a falta de dólares no mercado, o que justifica as ofertas de moeda pelo Banco Central.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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