SÃO PAULO - O câmbio local manteve a correlação com o mercado externo, onde o dólar voltou a perder valor para o euro e outras divisas globais. Operando em queda desde o começo dos negócios, o dólar comercial terminou o dia com baixa de 0,78%, negociado a R$ 1,757 na compra e R$ 1,759 na venda. Na roda de"pronto"da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda cedeu 0,92%, para fechar a R$ 1,7582. O volume subiu de US$ 119,75 milhões para US$ 154,5 milhões.

SÃO PAULO - O câmbio local manteve a correlação com o mercado externo, onde o dólar voltou a perder valor para o euro e outras divisas globais. Operando em queda desde o começo dos negócios, o dólar comercial terminou o dia com baixa de 0,78%, negociado a R$ 1,757 na compra e R$ 1,759 na venda. Na roda de"pronto"da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda cedeu 0,92%, para fechar a R$ 1,7582. O volume subiu de US$ 119,75 milhões para US$ 154,5 milhões. No interbancário, o volume somou US$ 2,8 bilhões. Segundo o gerente da mesa de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer, os agentes estão olhando mais aos fatores externos para tomar as posições no câmbio. O destaque nesta segunda-feira foi o plano de ajuda anunciado à Grécia, que passa a dispor de até 45 bilhões de euros do Fundo Monetário Internacional (FMI) e membros na zona do euro para rolar as suas dívidas. No câmbio externo, o euro voltou a ser negociado acima de US$ 1,35, algo que não acontecia desde meados de março. Pelo lado doméstico, Knauer chama atenção para o posicionamento dos investidores estrangeiros, que voltaram a ampliar as posições vendidas em dólar futuro e cupom cambial. De acordo com os últimos dados disponíveis, a posição vendida (pró-real) somava US$ 2,51 bilhões no dia 9 de abril, contra US$ 2,16 bilhões no dia 8. Para o especialista, tal posicionamento dos estrangeiros indica que a taxa deve ficar mais próxima de R$ 1,75 do que de R$ 1,80. Ainda de acordo com Knauer, não é possível fazer apostas com algum grau de certeza quanto ao preço do dólar no médio prazo. O melhor negócio é girar as posições tomando como parâmetro a banda de R$ 1,75 a R$ 1,80 que a moeda respeita faz algum tempo. Na semana passada, o dólar chegou a cair a R$ 1,755, mas logo depois passou por acentuado ajuste de alta, mostrando agentes preocupados com a possibilidade de intervenção do governo para conter o ritmo de baixa. (Eduardo Campos | Valor)
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