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Dólar tem forte queda; Bovespa desacelera alta

O dólar, que opera em queda desde a abertura dos negócios nesta quinta-feira, intensificou a baixa após novo leilão de venda direta de dólares, realizado na manhã de hoje pelo Banco Central, mas voltou a operar acima dos R$ 2,20.

Redação com agências |

 

Acordo Ortográfico Na mínima registrada hoje, a moeda norte-americana desvalorizava mais de 5%, sendo cotada a R$ 2,16. Por volta das 13h20, porém, a queda era de 3,97%, e o dólar valia R$ 2,203.

Na quarta-feira, após cinco anos, o Banco Central vendeu dólar à vista pela primeira vez. A autoridade monetária realizou três leilões de venda de dólares ao mercado, sem compromisso de recompra. Operações desse tipo não eram feitas desde março de 2003.

O BC precisou intervir para evitar que a moeda norte-americana não ampliasse ainda mais a alta registrada na abertura. A ação deu efeito e o dólar fechou na quarta-feira com desvalorização de 0,74%.

"Tudo isso na realidade está sendo uma queda de braço entre mercado e BC, afirmou Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, acrescentando que o Banco Central resolveu mostrar para que comprou os US$ 210 bilhões (em reservas).

O Banco Central ainda vendeu na sessão de quarta-feira US$ 1,3 bilhão em leilão de swap cambial tradicional, anunciado na véspera.

"É roleta-russa, é uma briga entre desconfiança e esperança", disse um operador de câmbio que preferiu não ser identificado, referindo-se à volatilidade apresentada pela moeda na sessão.

Bovespa e NY

Esta quinta-feira prenuncia um dia de recuperação técnica na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), depois de cinco pregões seguidos de quedas fortes, elevando para 22% as perdas registradas no mês de outubro.

A Bovespa também segue o clima de alívio registrado no mercado externo e opera em alta desde a abertura dos negócios. Por volta das 13h20, porém, o índice que subia mais de 4% desacelerou, mas continuava com alta de 2,30%, aos 39.482 pontos.

Nos Estados Unidos, após o corte coordenado de juro ontem pelos bancos centrais globais, os índices de ações dos EUA abriram em alta, influenciados pelas projeções favoráveis da gigante de computadores IBM. A companhia reiterou seu prognóstico de lucro de US$ 8,75 por ação para o ano de 2008 ontem à noite, quando divulgou antecipadamente seu balanço.

Porém, por volta das 12h (horário de Brasília), o índice Dow Jones desacelerou e operava em baixa de 0,98%, o S&P 500 caía 1,13% e o Nasdaq 100 cedia 0,10%.

Nem mesmo a notícia de que o Departamento do Tesouro dos EUA pode assumir participações em vários bancos do país para restaurar a confiança do sistema financeiro, segundo edição de hoje do jornal americano The New York Times (NYT), mantém das Bolsas de Nova York no sinal positivo. A medida poderia ajudar a destravar o crédito entre as instituições.

Apesar da melhora ensaiada nas primeiras horas de negócio pelo mercado, os especialistas continuam com o pé atras. "Qualquer ventinho ruim vindo lá de fora, como notícias sobre resgate de fundos e quebra de bancos, pode desmanchar essa alta", disse uma fonte. A torcida geral é para que o foco mude, mas a volatilidade vai continuar porque a crise não acabou.

(Com informações das agências Estado e Reuters)

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