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Dólar tem ajuste de baixa após três sessões de valorização

SÃO PAULO - Depois de mais um pregão instável, o dólar perdeu valor ante o real, mas a queda foi pouco relevante considerando que a moeda norte-americana tinha subido mais de 2% nos últimos três pregões. Ao final da terça-feira, o dólar comercial valia R$ 2,319 na compra e R$ 2,321 na venda, queda de 0,12%.

Valor Online |

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou 0,13%, fechando a R$ 2,32. O giro financeiro somou US$ 182,75 milhões. Já no interbancário, o movimento foi de US$ 1,77 bilhão.

O Banco Central seguiu com suas atuações diárias e pouco antes das 13 horas vendeu moeda a R$ 2,324.

Segundo o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Batistel, a formação da taxa de câmbio reflete bem o efeito calendário, pois normalmente o começo de mês é marcado por baixa negociação, fator agravado pela persistente escassez de linhas de crédito externo.

Ainda de acordo com o especialista, o dólar também apresentou pouca variação sobre outras moedas, mas, ainda assim, perdeu valor para o euro e para o iene.

Segundo Batistel, a tendência para o dólar ainda é de alta, com a taxa buscando acomodação na casa dos R$ 2,40. Justificando sua expectativa, o gerente aponta para o saldo comercial de janeiro, que foi negativo em US$ 518 milhões, marcando o primeiro resultado negativo desde março de 2001.

Batistel pondera que os saldos caíram no mundo todo e que janeiro é um mês atípico, mas a questão é que a pauta de exportação brasileira ainda é composta por produtos primários, que continuam menos demandados no exterior e com preços deprimidos.

Por outro lado, as importações devem sofrer menos, pois parte dos insumos trazidos de fora abastecem a indústria ou são utilizados para processar as próprias exportações. Tal cenário pode mudar a partir de maio/junho, com o ingresso da safra agrícola.

O especialista também chama atenção para a renovação da linha de swap do Banco Central com o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano). A linha de US$ 30 bilhões, que venceria em 30 de abril, foi prorrogada até 30 de outubro, o que pode significar maior oferta de crédito externo.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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