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Dólar tem 4ª alta seguida e encerra a R$ 2,38

O dólar subiu pela quarta sessão consecutiva ante o real, amparado no aumento de posições compradas de investidores no mercado futuro da BM&F. Esse movimento foi estimulado pelo agressivo corte de juros de 2 pontos porcentuais pelo BC da Turquia, a redução de 0,50 ponto da taxa básica pelo Banco Central Europeu e a continuidade das quedas das bolsas e dos preços das matérias-primas, que também induziram nova valorização da divisa americana no mercado internacional de moedas.

Agência Estado |

O pano de fundo desses movimentos dos mercados continua sendo as perspectivas sombrias em relação à extensão da crise econômica global.

Operadores de câmbio consultados registraram um pequeno fluxo cambial positivo no mercado doméstico. Esses ingressos, combinados com uma venda pelo Banco Central no mercado à vista de cerca de US$ 580 milhões, ajudaram a conter o avanço das cotações. No fechamento, o dólar comercial valia R$ 2,38, alta de 1,49%. Na BM&F, o dólar negociado à vista subiu 1,45% e fechou também a R$ 2,38. Nestes quatro dias em alta, o dólar comercial apurou valorização de 4,80%. No mês, o ganho é de 1,93%. O giro financeiro total somou cerca de US$ 2,5 bilhões.

Tesourarias de instituições financeiras ampliaram suas posições compradas em dólar principalmente após o agressivo corte de juros na Turquia, observou um operador de tesouraria de um banco estrangeiro. A taxa de empréstimo na Turquia caiu de 17,5% para 15,5%, enquanto a taxa para tomadores de empréstimos recuou de 15% para 13%, segundo informou a agência de notícias Ihlas. O comitê de política monetária do BC turco disse em comunicado que os últimos indicadores mostraram um aprofundamento da desaceleração na atividade econômica e as projeções indicam que a crise econômica global continuará por um período maior do que o esperado. Também espera continuidade na pressão de baixa para a inflação em virtude dos desenvolvimentos na demanda doméstica e externa.

Os investidores domésticos também reagiram mais cedo à decisão de política monetária do Banco Central Europeu, uma vez que as declarações do presidente da instituição, Jean Claude Trichet, sobre a possibilidade de aumento na inflação no segundo semestre de 2009 fizeram o euro oscilar. O euro reagiu em queda ante o dólar ao anúncio do corte de 0,5 ponto porcentual na taxa de refinanciamento, para 2%. Contudo, depois das previsões de Trichet sobre a inflação na região, o euro subiu, na esteira da avaliação de que Trichet poderia estar sinalizando para manutenção de juros mais altos do que em outros países na zona do euro. Ainda assim, a moeda da região acabou devolvendo os ganhos e retomou o terreno negativo. Às 17h07 (de Brasília), o euro operava a US$ 1,3134, de US$ 1,3179 ontem.

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