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Por Jenifer Corrêa SÃO PAULO (Reuters) - O dólar avançou em novembro pelo quarto mês consecutivo, com as preocupações sobre a turbulência financeira global. Para dezembro, a expectativa de analistas é de que a atenção às ações dos governos no combate à crise se repita, em um mercado ainda volátil.

O dólar acumulou em novembro alta de 7,41 por cento. Somente nesta sexta-feira, que contou com volume reduzido de negócios, o avanço foi de 1,8 por cento, para 2,320 reais.

"Ainda vai ter muita volatilidade e muita notícia para acontecer", avaliou Gerson de Nobrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento, referindo-se à forte influência externa no mercado de câmbio brasileiro diante da crise.

Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, condicionou melhores perspectivas para dezembro à eficácia das ações que vêm sendo implementadas pelos governos, como forma de combate à deterioração das economias em âmbito global.

Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper, lembrou que a volatilidade preocupa investidores. "Hoje, com o tamanho das oscilações, dificilmente o mercado consegue montar posições mais longas", disse.

Ao longo de novembro, o dólar oscilou entre a cotação mínima de 2,10 reais e a máxima de 2,469 reais.

A partir desse cenário de incertezas sobre o rumo das economias globais, os analistas citaram as pressões no mercado futuro de dólar como fator que contribuiu para o avanço da moeda no mercado à vista.

"Tudo isso segue a situação dos mercados internacionais, todo mundo apostando agora contra o real", acrescentou Arruda.

De acordo com dados divulgados pela BM&F, em nenhum dia de novembro (até esta quinta-feira) os investidores estrangeiros estiveram com posição comprada no mercado futuro de dólar inferior a 11 bilhões de dólares.

Na prática, essa exposição significa uma aposta na alta do dólar.