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Dólar sobe pelo 3º dia seguido e fecha a R$ 1,577

Estimulado pela alta do dólar nos mercados internacionais, a moeda americana fechou novamente com apreciação também no mercado doméstico. A alta contra o real foi a terceira consecutiva.

Agência Estado |

Contudo, os preços da moeda internamente desaceleraram os ganhos pouco antes do fim da sessão, reagindo ao fluxo comercial favorável e à firme melhora das bolsas norte-americanas à tarde, em meio ao continuado declínio do petróleo.

O dólar comercial subiu 0,13% e encerrou o dia cotado a R$ 1,577. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista avançou 0,06%, para R$ 1,5765. O giro financeiro total à vista somou cerca de US$ 2,766 bilhões.

O fluxo cambial foi positivo à tarde, segundo um operador, quando houve ofertas de moeda por exportadores e um leve ingresso de recursos pelo segmento financeiro.
Esse ajuste de preços da moeda, além de refletir fatores internacionais, resulta de um movimento operacional das tesourarias dos bancos, uma vez que suas posições compradas (credoras) em câmbio caíram fortemente no fim de julho, quando as posições vendidas (devedoras) em contratos futuros de dólar, especialmente por estrangeiros, também cresceram muito. Esses investidores reforçaram suas vendas num movimento de antecipação ao esperado forte ingresso dos recursos decorrentes da venda de ativos da MMX Mineração para a Anglo American, numa operação de US$ 5,4 bilhões que foi liquidada ontem. Com a efetivação desse ingresso em meio a um cenário de preços de matérias-primas (commodities) em baixa, houve espaço para o mercado ajustar essas posições.

De acordo com o Banco Central, a posição comprada em câmbio dos bancos diminuiu fortemente em julho. As instituições financeiras encerraram o mês passado com posição comprada equivalente a US$ 2,986 bilhões, valor 59,3% menor que a posição de junho. Ainda assim, julho foi o 12º mês consecutivo em que bancos mantiveram posição comprada no mercado cambial. Em julho de 2007, a posição era vendida em US$ 2,740 bilhões. Quando o mercado fica "comprado" em câmbio significa que aposta na subida das cotações da moeda norte-americana, enquanto na posição oposta, de venda, espera a queda.

Nos Estados Unidos, o aumento acima do esperado dos estoques de petróleo na semana até 1º de agosto reforçou as preocupações com a demanda e provocou nova queda do petróleo, que beneficiou os índices acionários e o dólar. O petróleo caiu 0,50%, a US$ 118,58 o barril. Às 17h18 (de Brasília), o euro caía 0,54%, a US$ 1,5410, enquanto o dólar subia 1,36%, a 109,81 ienes.

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