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Dólar sobe pelo 3º dia e encerra cotado a R$ 2,35

O dólar sustentou-se em alta em relação ao real, pela terceira sessão consecutiva, em meio ao fluxo cambial à vista aparentemente negativo e à continuidade da valorização externa da divisa norte-americana ante o euro, a libra e o iene, por causa da persistente aversão ao risco nos mercados. O dólar comercial subiu 1,03% e encerrou cotado a R$ 2,35.

Agência Estado |

Na semana, acumula valorização de 3,80%. Na BM&F, o dólar negociado à vista avançou 0,99%, a R$ 2,351, e ampliou para 3,84% o ganho nesse período. O giro financeiro total somou cerca de US$ 2,657 bilhões.

Os investidores continuam desconfiados da saúde do setor financeiro, especificamente a exposição de bancos europeus a instituições do Leste Europeu. Além disso, os indicadores econômicos norte-americanos divulgados hoje e a ata da última reunião de política monetária do banco central dos EUA reforçaram o sentimento de que o pacote de estímulo à economia do presidente, Barack Obama, de US$ 787 bilhões, não será suficiente para reverter a recessão no país.

Ainda que os analistas avaliem o novo plano de Obama para ajudar mutuários com problemas melhor do que os pacotes anteriormente anunciados, a incerteza sobre a eficácia dessa ajuda manteve os investidores na defensiva.

Embora o dólar comercial tenha subido novamente hoje, o Banco Central frustrou a expectativa de alguns profissionais e não realizou leilão de venda da moeda, pelo 11º dia útil seguido.

Além do plano do governo dos EUA para ajudar mutuários com problemas, foi divulgada hoje a ata da reunião de janeiro do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). O Fed vê "uma contração continuada e aguda na atividade econômica real" e rebaixou suas projeções para o desempenho da economia em 2009. O BC americano agora prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA vai sofrer uma contração de 0,5% a 1,3% este ano, ante uma projeção anterior, de outubro de 2008, na faixa de -0,2% a +1,1% a -0,2%.

Dados econômicos negativos nos EUA também reforçaram o sentimento de aversão ao risco e a busca de dólares para proteção. As construções de residências iniciadas no país caíram 16,8% em janeiro e a produção industrial recuou 1,8% no mês passado.

ÀS 17h28 (de Brasília), o euro caía 0,33%, para US$ 1,255; a libra recuava 0,08%, a US$ 1,4230; e o dólar subia 1,61%, a 93,76 ienes.

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