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SÃO PAULO - A moeda americana não acompanhou a melhora de humor no mercado interno e externo do período da tarde e continuou avançando contra o real. No entanto, as compras não tiveram força suficiente para puxar a taxa para cima de R$ 2,30.

Ao final da terça-feira, a moeda americana era negociada a R$ 2,283 na compra e R$ 2,285 na venda, valorização de 0,35%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda fechou com valorização de 0,75%, também a R$ 2,285. O giro financeiro somou US$ 247,5 milhões, 74% a mais que o observado ontem. Já no interbancário, o volume foi de US$ 1,6 bilhão, contra mais de US$ 6 bilhões registrados ontem.

Para o operador de mercados futuros da Terra Futuros, Daniel Negrisolo, essa alta de preço do dólar, que aconteceu na contramão da menor aversão ao risco em âmbito global, mostra uma última tentativa dos "comprados" em tentar segurar o preço da moeda. " Mas uma correção de baixa deve acontecer nos próximos dias. "
A tendência, segundo o especialista, é de acomodação de preço em patamares mais baixos, entre R$ 2,20 e R$ 2,35, contra o intervalo atual de R$ 2,25 a R$ 2,40. No entanto, a consolidação dessa expectativa passa pela manutenção do cenário externo relativamente tranquilo.

Ainda de acordo com o especialista, outro fator que contribui para a expectativa de preço mais baixo é que mesmo com o Banco Central reduzindo taxa de juros, o Brasil ainda é o melhor mercado para operações de arbitragem.

" Conforme a crise for se dissipando e aumentar o apetite por risco, vamos ver uma realocação global de recursos " , afirma Negrisolo, sempre lembrando que o juro real está negativo nos Estados Unidos e outros países de centro.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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