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Dólar sobe mais de 3% na abertura, cotado a R$ 1,926

O dólar comercial abriu em forte alta hoje, de 2,43%, cotado a R$ 1,898 no mercado interbancário de câmbio e, instantes após a abertura, disparava 3,94% a R$ 1,926, na taxa máxima do dia até as 9h57 (de Brasília). Na última sexta-feira (dia 26), a moeda americana fechou em alta de 1,76%, a R$ 1,853.

Agência Estado |

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista era cotado a R$ 1,9246, em forte alta, de 3,92%, na mesma cotação da abertura.

Com a crise do sistema financeiro dos Estados Unidos espalhando-se para a Europa, os mercados globais sucumbem, em benefício do dólar e dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries), em um claro movimento de busca pela qualidade. E o acordo para a votação do pacote americano de US$ 700 bilhões é incapaz de segurar o nervosismo dos investidores na manhã de hoje. Por aqui, não deve ser diferente e o real também deve perder valor para o dólar. Até porque, além da crise internacional há as preocupações com as eventuais perdas cambiais de empresas nacionais, que surgiu no fim da semana passada.

Na Europa, a crise atingiu o banco belga-holandês Fortis e o britânico Bradford & Bingley, além do alemão Hypo Real Estate Holding. Todos estão sendo resgatados pelas mãos dos respectivos governos. O Fortis recebeu 11,2 bilhões de euros da Bélgica, Holanda e Luxemburgo, que assumiram o banco. O B&B foi estatizado pelo Reino Unido e alguns de seus negócios passarão para o espanhol Santander.

Quanto ao cenário interno, na semana passada, as informações da Sadia e da Aracruz sobre perdas cambiais significativas abalaram os mercados. Os detalhes da situação revelaram que as empresas tinham fortes exposições cambiais especulativas no mercado de derivativos. Mostraram também que essa exposição foi além das receitas previstas e estimadas. Ou seja, as empresas alavancaram seus resultados em derivativos cambiais, o que é um risco compatível mais com as atividades bancárias do que com as industriais. E os especialistas, embora não descartem a possibilidade de que uma ou outra companhia esteja em situação parecida, não acreditam que seja uma prática generalizada.

De qualquer forma, afirmam que há várias empresas, inclusive de médio porte, que se financiaram usando operações estruturadas com opções cambiais embutidas. Muitas delas, inclusive, não tinham clareza de que teriam que honrar perdas em caso de reversão na tendência do dólar, o que acabou ocorrendo.

Leilões

Vale lembrar ainda que em meio às tensões internacionais e às peculiaridades que a crise provocou internamente, o Banco Central assumiu a tarefa de irrigar o mercado com dólares por meio de leilões de venda, com compromisso de compra. Em duas semanas foram US$ 500 milhões emprestados por 30 dias e outros US$ 500 milhões, por 80 dias. O mercado tem confiança de que se for preciso, haverá mais.

Hoje, no entanto, o BC fará um leilão de swap cambial reverso, que tem o efeito prático de enxugar dólares do mercado. A oferta soma US$ 2,023 bilhões. Segundo comunicado do BC, serão oferecidos até 42,4 mil contratos, com quatro diferentes vencimentos: até 14,7 mil contratos com vencimento em 2 de março de 2009; até 14,7 mil com vencimento em 1º de junho de 2009; até 8,5 mil com vencimento em 1º de outubro de 2009; e até 4,5 mil com vencimento em 3 de janeiro de 2011.

O leilão ocorre das 12 horas às 13 horas e o resultado sairá a partir das 14h30. A data de início dos contratos coincide com a do vencimento que está sendo rolado, na próxima quarta-feira (dia 1º de outubro).

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