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Dólar sobe forte ante o real e se aproxima de R$ 2,40

SÃO PAULO - Pelo quarto pregão consecutivo o dólar ganha valor ante o real e volta a se aproximar do patamar de R$ 2,40. O pregão foi bastante instável, com as perdas do período da manhã convertidas em forte valorização no decorrer do dia.

Valor Online |

Ao final do pregão, o dólar comercial valia R$ 2,390 na compra e R$ 2,392 na venda, valorização de 3,10%. Na mínima o dólar bateu R$ 2,298 e chegou a ser negociado a R$ 2,426 na máxima.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa fechou com valorização de 3,06%, a R$ 2,390. O giro financeiro somou US$ 155 milhões.

Segundo o diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, parte da valorização do dólar, hoje, pode ser atribuída à saída líquida de recursos que ficou evidente pela forte movimentação no período da manhã. A remessa seria de uma montadora em volume beirando os US$ 130 milhões.

Porém outra parte da alta pode ser atribuída ao movimento feito pelos detentores de posição comprada (apostas contra o real) na BM & F. Esses agentes estariam forçando o preço para cima esperando a atuação do Banco Central para prover a liquidez de que precisam.

" O pessoal está forçando o preço. É uma reação dos comprados que estão reduzindo suas posições e precisam de liquidez " , avalia Nehme, lembrando que desde a semana passada os investidores estrangeiros vêm reduzindo suas apostas contra a moeda brasileira.

No entanto, o Banco Central não ofertou moeda nem no mercado à vista nem via contratos de swap. A autoridade monetária, anunciou, no entanto, que fará amanhã mais um leilão de venda de dólares com compromisso de recompra, voltado para o financiamento ao comércio exterior. Nessa modalidade os tomadores devem utilizar os recursos levantados junto ao BC para originação de linhas de Adiantamento sobre Contratos de Câmbio (ACC) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE).

Ainda de acordo com Nehme, outra questão que também serve para estimular a manutenção do dólar em preços elevados é o atraso na liquidação dos contratos cambiais da Aracruz, empresa que perdeu mais de US$ 2 bilhões com derivativos. A empresa negocia os contratos que ainda estão em aberto com os bancos e, por ora, continua como um demandante potencial de dólar.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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